Pesquisar

Canais

Serviços

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Fim do monopólio

CVM quer negociação de ação fora das bolsas de valores

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
Continua depois da publicidade

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acenou ontem, pela primeira vez, com a possibilidade de acabar com o monopólio das bolsas de valores nas negociações com ações no Brasil. Na minuta colocada em audiência pública sobre regras para operar no mercado, a CVM informa que pretende reavaliar essa "restrição à concorrência" e lembra que essa é uma prática já adotada em todos os outros tipos de negociação com valores mobiliários.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE

"A competição é uma coisa salutar para o mercado", afirmou o superintendente de Relações com Mercado e Intermediários da CVM, Waldir de Jesus Nobre. Apesar de considerar a mudança positiva para o funcionamento do mercado de capitais brasileiro, ele não acredita, no entanto, que essa seja uma mudança de implementação rápida.

Continua depois da publicidade


O superintendente acredita que os grandes investidores seriam os mais beneficiados pela criação no Brasil de um centro alternativo para negociar ações nos moldes de um sistema de balcão organizado. Sem dar pistas de como seria a estrutura desse novo espaço de negociação, Nobre lembra que, para executar grandes ordens de compra e venda de ações, muitas vezes o investidor precisa realizar um número expressivo de operações para não influenciar negativamente o preço do papel.


Nesse centro alternativo, argumenta, poderiam ser negociados grandes lotes, que teriam como preço base a própria cotação da ação na bolsa de valores. Já os pequenos investidores devem ser pouco afetados pela mudança.

Além desse item, a minuta colocada em audiência pública pela CVM caminha na direção de dar mais responsabilidade aos intermediários financeiros, que passam a ser obrigados a ter uma relação mais direta com seus clientes. "Vamos supervisionar indiretamente, deixando que o intermediário faça a sua parte para fortalecer seus controles diretos (fiscalização)", afirmou Nobre.


Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade