Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Perspectivas

Desafios: Brasil precisa de reformas urgentes

Andréa Bertoldi/Folha de Londrina
08 out 2010 às 09:54

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

O novo presidente da República terá que priorizar questões estruturais como resgatar um ambiente favorável para a realização de negócios e fazer as reformas microeconômicas como a tributária, fiscal, trabalhista, política e previdenciária. Além disso, será necessário recuperar a capacidade de investimento do Brasil.

A ausência das reformas está ''asfixiando os empresários e consumidores'' em um país que a carga tributária chega a 37% do Produto Interno Bruto (PIB), e que não retorna para a população em forma de serviços e infraestrutura. A opinião é do coordenador do curso de Economia da FAE, Gilmar Mendes Lourenço. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) aponta que o brasileiro trabalha 148 dias do ano só para pagar impostos.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Ele destaca que será necessário fazer uma reformulação das despesas públicas. Hoje, 83% do orçamento do País vai para despesas com pessoal, custeio da máquina e previdência. Outros 15% vão para o pagamento de juros e encargos das dívidas interna e externa. O total das duas dívidas chega a US$ 1,4 trilhão, o equivalente a 35% do PIB. Sobram apenas 2% para investimentos. Para Lourenço, será necessário fazer uma reestruturação da dívida.


Outro desafio para o novo presidente será recuperar o dinamismo das exportações. Hoje, o Brasil é exportador de commodities e teria que vender para o mercado externo produtos com mais valor agregado. Para isso, será necessário reduzir os juros, investir em infraestrutura e em ciência e tecnologia.


Lourenço acredita que qualquer um dos dois candidatos que assuma a Presidência vai manter a política econômica, mas terá que reduzir a taxa de juros para diminuir o peso da dívida no orçamento do governo.


A previsão do mercado é de que a economia continue crescendo, mas em ritmo menor. Neste ano, a estimativa de alta para PIB é 7,5% e, para 2011, a projeção fica entre 4,5% e 5%. ''A economia terá que crescer menos para o governo reduzir os gastos e poder aumentar os investimentos em infraestrutura'', afirmou. Com crescimento menor, a geração de empregos também deve diminuir.


No caso do câmbio, será necessário promover uma desvalorização do real com a redução dos juros e dos gastos do governo. Com a moeda brasileira desvalorizada será possível melhorar a competitividade das exportações.


Outro ponto crucial da economia é o controle da inflação, que segundo ele, não corre riscos. Neste ano, a meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central é de 4,5% com possibilidade de variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Para 2011, também já foi determinado o mesmo percentual de 4,5%.

Cadastre-se em nossa newsletter

O assunto foi discutido na palestra que Lourenço ministrou ontem ''Brasil: Potencialidades e Desafios após a Crise'' durante a 10 Feira de Gestão que terminou ontem (7) no Estação Convention Center, em Curitiba.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas