A taxa de desemprego apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,4% em abril, ante 6,5% em março, segundo divulgou nesta quinta-feira, 26, o instituto. Esta é a menor taxa para os meses de abril desde 2002. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que previam uma taxa de 6,10% a 6,70%, e colado à mediana, de 6,40%.
Em seu comunicado, o IBGE informou que considera a taxa de abril uma "estabilidade" em relação a março deste ano. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação negativa de 1,8% em abril ante março, mas aumento de iguais 1,8% na comparação com abril do ano passado.
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O mercado de trabalho em abril deste ano encontra-se "mais favorável" do que o apurado em igual mês em 2010, na análise do gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) Cimar Azeredo. Ele fez o comentário ao analisar os níveis de crescimento da população ocupada no mercado de trabalho, com os patamares de crescimento da população economicamente ativa (PEA) e a população em idade ativa (acima de 10 anos de idade).
Segundo o especialista, a população ocupada, ou seja, com emprego no mercado de trabalho, cresceu em abril em um ritmo mais rápido do que a PEA e a população em idade ativa. A população ocupada em abril deste ano cresceu 2,3% ante abril do ano passado, enquanto que a PEA avançou 1,4% na mesma comparação; e a população em idade ativa subiu 1,3%, em abril deste ano ante abril do ano passado.
Isso se refletiu no chamado nível de ocupação do mercado de trabalho, que é a proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa. Segundo Azeredo, o nível de ocupação subiu de 53,3% para 53,4% de março para abril - sendo que, em abril do ano passado, era de 52,9%. "É uma evolução muito positiva", avaliou o economista.