"O governo entende que a agropecuária é um dos setores que mais contribui para o Brasil sair da crise econômica mundial", comentou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, nesta segunda-feira (22), em Londrina, ao anunciar os principais pontos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2009/2010, lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O plano destina R$ 107,5 bilhões para financiar plantio, colheita, comercialização e seguro rural na próxima safra, que começa em julho.
O ministro reforçou que um terço da mão de obra empregada no País vem do agronegócio. "Em mais de 4 mil municípios brasileiros, quando a agricultura vai bem a economia desses lugares também funciona bem", destacou. Stephanes disse que a agricultura é o único setor representado na balança comercial que cresceu, de janeiro a maio de 2009, em termos de quantidade embarcada e valor em reais.
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O ministro enfatizou que o Plano Agrícola vai destinar o volume necessário de recursos para garantir o plantio da safra. "Verificamos que os financiadores externos estão voltando, aos poucos, a atuar no País, mas de qualquer forma o governo intensificou em 40% os recursos destinados ao setor. Estamos reforçando o apoio a cooperativas, classe média agrícola, agroindústria e agricultura sustentável", afirmou.
O ministro Stephanes disse que a homenagem ao pioneiro do Plantio Direto no Brasil, Herbert Arnold Bartz, é mais uma forma de mostrar o tipo de agricultura que o Brasil quer, focada na sustentabilidade. Sobre o incentivo às cooperativas, incluído no Plano, Stephanes ressaltou que este segmento responde por quase 40% da produção nacional e tem mostrado a capacidade de assumir os espaços deixados pelas tradings e bancos privados após o início da crise econômica mundial (com Agência Estadual de Notícias).