A Dívida Pública Federal Externa teve redução de 2,4% em janeiro, na comparação com dezembro de 2006, alcançando R$ 140,5 bilhões. Isso aconteceu principalmente pela valorização de 0,62% do real frente ao dólar e ao resgate do título Global 2007 N, entre outras operações.
O coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida Externa do Tesouro Nacional, Ronnie Gonzaga considera que o perfil da dívida externa "é hoje mais tranqüilo que o da interna, pois 70% do valor tem prazos de vencimento em períodos acima de cinco anos".
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O Tesouro Nacional prefere hoje calcular a dívida externa em reais, indexada a índices de preços, segundo ele, "pois fica protegida contra uma eventual desvalorização cambial. No caso da dívida interna ela é predominantemente de curto prazo e ainda há volume elevado de vencimentos nos próximos 12 meses (equivalente a 36% do total". Ela hoje gira em torno de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) e poderá nos próximos 4 anos baixar para 40% do PIB", segundo prevê Ronnie Gonzaga.
Ele afirmou que a tendência é o Tesouro continuar vinculando a dívida interna aos títulos pré-fixados, que variam de acordo com os índices de preços, deixando de lado a indexação ao câmbio ou à taxa de juros anual. Apesar do custo de seguro praticado para os títulos, que onera a administração da dívida, vêm-se obtendo redução de risco, com custo total satisfatório de acordo com o coordenador.
Agência Brasil