O dólar abriu em queda ante o real, nesta sexta-feira, 08, após o superávit comercial recorde da China em julho, de US$ 47,3 bilhões, dar suporte às moedas de países emergentes e ligadas a commodities. Além dos números sobre o comércio exterior na China, os negócios com câmbio também reagem à pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira, 07, à noite, e ao resultado de julho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor amplo (IPCA), divulgado hoje.
O resultado bem acima do esperado do saldo comercial chinês de junho, de US$ 31,6 bilhões, e também do esperado por analistas, de saldo positivo de US$ 27,7 bilhões, se sobrepõe ao aumento da tensão geopolítica internacional devido à autorização dada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para eventuais ataques militares no Iraque em caso de necessidade, além dos persistentes conflitos geopolíticos entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Palestina.
O dado chinês também anula qualquer reação dos agentes financeiros ao resultado da pesquisa Ibope, divulgada ontem à noite, que indicou que a corrida à Presidência ficou estável e, portanto, em um eventual segundo turno, Dilma venceria hoje seus dois principais concorrentes.
O dólar à vista no mercado de balcão abriu a R$ 2,2850, em queda de 0,52%. Pouco antes das 10 horas, porém, a moeda norte-americana tinha leve baixa de 0,04%, depois de ter subido até R$ 2,2990, com alta de 0,09%, na máxima. No mesmo horário, o contrato futuro do dólar para setembro subia 0,06%, a R$ 2,3140.
No exterior, o dólar perde terreno ante o euro e o iene, bem como em relação às moedas de países emergentes e correlacionadas às commodities.