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Moeda

Dólar avança 5,52% na semana e encerra a R$ 2,389

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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Na contramão da queda externa das cotações, o dólar comercial sustentou-se em alta pela quinta sessão consecutiva. Os investidores fizeram compras defensivas de moeda em meio a especulações sobre estatização de bancos nos EUA. Eles temem passar o carnaval desprotegidos, enquanto o mercado internacional operará normalmente na próxima semana.

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A cotação à vista da moeda americana chegou aos R$ 2,40 durante à tarde, acompanhando os ajustes de posições em contratos futuros de dólar, mas reduziu os ganhos no final. O dólar comercial terminou o dia com valorização de 1,62%, a R$ 2,389. Na BM&F, o dólar negociado à vista fechou cotado a R$ 2,391, em alta de 1,70%. Na semana, o dólar comercial subiu 5,52% e, no mês, apura ganho de 3,20%.

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Os ajustes de posições defensivas foram amparados por especulações sobre estatização de bancos nos Estados Unidos e possivelmente em outros países desenvolvidos. O temor de que uma eventual estatização de instituições financeiras nos EUA venha a ser anunciado até o início da próxima semana, quando o mercado brasileiro estará fechado na segunda e terça-feira por causa do carnaval, provocou vendas de ações nas bolsas, redução de posições em commodities (matérias-primas) e compras de dólares, disse um operador de uma corretora paulista.



Embora os nomes do Citigroup e do Bank of America apareçam com frequência nas especulações sobre estatização, investidores disseram que as preocupações atingem o setor financeiro como um todo. A incerteza principal é sobre qual seria a forma de uma estatização, caso o governo dos EUA decidisse intervir. Hoje, uma porta-voz do Citigroup afirmou que a base de capital da instituição "é muito forte", enquanto o Bank of America disse que não vê razão para ser estatizado.



Persistem ainda incertezas no horizonte dos investidores em relação à situação das montadoras norte-americanas e se os planos de estímulo do governo Obama à economia e ao setor financeiro serão suficientes para reverter a recessão no país.

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Possivelmente prevendo a continuidade da demanda por dólares na volta da folga brasileira de carnaval, na próxima semana, o Banco Central já anunciou que fará na quinta-feira, dia 26, um leilão de venda de dólares com recompra em três datas. Convém lembrar que o BC não faz leilão de venda direta de moeda no mercado à vista desde o dia 4 de fevereiro.

No exterior, às 17h22 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,2847, de US$ 1,2593 ontem; a libra avançava a US$ 1,4451, de US$ 1,42145 ontem; o dólar recuava a 93,08 ienes, de 94,11 ienes ontem.


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