O dólar começou o dia em alta, mas encerrou as negociações desta terça-feira em baixa ante o real, refletindo fluxo positivo de recursos e expectativa para o leilão de venda de dólares do Banco Central agendado para amanhã. A recuperação das bolsas em Nova York, que contagiou a Bolsa de Valores de São Paulo, e o enfraquecimento do dólar no mercado global de moedas corroboraram a desvalorização da divisa norte-americana nas operações domésticas.
No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 2,197, em queda de 1,04% - após oscilar de R$ 2,226 na máxima (alta de 0,27%) a R$ 2,193 na mínima (queda de 1,22%). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista recuou 1,13%, para R$ 2,195. De acordo com informações do mercado, o giro financeiro somava US$ 5,1 bilhões às 16h30.
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Na visão de um operador de tesouraria de um banco de investimentos em São Paulo, a queda repentina do dólar (após subir no começo do dia) reforça o argumento de que houve fluxo positivo de recursos. "E como as bolsas melhoraram e as moedas ao redor do mundo também se fortaleceram ante o dólar, a tendência de baixa nas cotações se manteve", complementou o profissional.
Indicadores econômicos favoráveis nos Estados Unidos estimularam a recuperação do apetite por tomada de risco, beneficiando outras moedas em relação ao dólar. Além da recuperação no mercado externo e da continuidade de fluxo de dólares ao País, corretores também repercutiram o anúncio do BC brasileiro de leilão de venda de dólares com recompra, agendado para amanhã.
A expectativa de redução da taxa Selic (juro básico da economia brasileira) amanhã dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano foi citada por um profissional como "um tempero a mais" nas operações cambiais. Apesar de não ter gerado nenhum movimento mais forte, uma eventual desaceleração no ritmo de cortes da Selic (na reunião anterior o Copom reduziu o juro em 1,5 ponto porcentual) favorece a perspectiva de ingresso de dólares para o País em razão do diferencial entre as taxas de juros interna e externa.