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Moeda

Dólar cai ao menor valor em sete meses

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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O dólar comercial recuou mais um pouco hoje e fechou cotado a R$ 2,11 (-0,09%) no mercado interbancário de câmbio, o menor valor desde 30 de outubro de 2008. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a cotação de fechamento do dólar nos contratos à vista foi de R$ 2,108, baixa de 0,14% no dia.

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O mercado de câmbio doméstico registrou fraco volume de negócios nesta quinta-feira, em que o dólar oscilou entre os terrenos positivo e negativo antes de encerrar em leve baixa. A cotação atual do dólar está testando níveis registrados há seis meses e isso ajudou a inibir os negócios, diante da realização de lucros nas Bolsas norte-americanas e brasileira, disse a economista Mariana Costa, da Link Investimentos. O Banco Central não atuou no mercado de câmbio hoje. "Alguns investidores, que venderam ações na Bovespa, compraram um pouco de dólar, mas não houve muita operação de giro interbancário, o que enfraqueceu os volumes transacionados", disse um operador de câmbio de uma corretora em São Paulo.

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No mercado futuro, a economista da Link Investimentos informou que no dia 28 de abril os investidores estrangeiros tinham 23.042 contratos de compra de dólar futuro registrados na BM&F e no dia seguinte a posição virou para 979 contratos de venda em dólar futuro. No dia 30 de abril, a posição comprada de estrangeiros aumentou para 1.833 contratos de dólar futuro; no dia 4 de maio elevou-se para 10.412 contratos; em 5 de maio, para 24.742 contratos; e ontem já estava em 31.272 contratos de compra de dólar futuro.



Essa aposta reflete, segundo a economista, a melhora da percepção dos investidores sobre a crise, a partir dos recentes sinais de discreta expansão das economias na China e no Brasil. "Se a expansão da economia chinesa ficar acima do esperado, o Brasil tende a se beneficiar mais do que outros países emergentes, por causa das exportações de commodities para o país asiático e isso significaria mais ingressos de dólar aqui", avaliou.


O apetite recente por investimentos de risco nos mercados internacionais, como moedas de países emergentes, ações e commodities, também ampara parte do declínio da moeda norte-americana, afirmou. A captação de US$ 750 milhões realizada hoje pelo Tesouro Nacional, com a reabertura de emissão de bônus Global com vencimento em 2019, corrobora essa análise. A taxa de retorno ao investidor (yield) foi de 5,80% ao ano, abaixo dos 6,127% ao ano registrada na emissão de janeiro.


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