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Dólar cai com alta do euro e fluxo positivo

03 ago 2011 às 17:45

Após acumular alta de quase 1% nas duas sessões anteriores, o dólar comercial fechou em queda hoje, pressionado pela desvalorização da moeda norte-americana em relação ao euro e por fluxo cambial positivo para o Brasil. A saída de investidores estrangeiros da Bovespa no começo do dia provocou leve ajuste de alta do dólar apenas no fim da manhã, quando as cotações bateram nas máximas do dia. Contudo, o dólar retomou a queda rapidamente, ainda que o movimento tenha sido discreto por causa da dúvida perene deixada pelo governo sobre possível novo aumento de IOF sobre posição vendida no mercado futuro.

No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,562, queda de 0,38% no mercado interbancário de câmbio e baixa de 0,32% na BM&F. O euro comercial subiu 0,49% e fechou a R$ 2,236. Nos dois leilões de compra de dólar no mercado à vista hoje, o Banco Central definiu as taxas de corte em R$ 1,5649 e R$ 1,5617.


O operador Ovídio Pinho Soares, da Interbolsa Brasil, disse que a queda do dólar, mais uma vez, foi contida pela expectativa de que o governo poderá, a qualquer momento, elevar o IOF sobre posição vendida em câmbio no mercado futuro. Na semana passada, o governo passou a tributar com 1% de IOF a posição vendida líquida que exceder US$ 10 milhões, mas deixou aberta a possibilidade de elevar essa alíquota até 25%. Se o governo elevar a tributação para 5%, por exemplo, o dólar deve subir, porque haveria uma retração ainda maior de vendedor no mercado futuro, com impacto nos negócios à vista.

Para discutir a operacionalização da medida cambial da semana passada, houve hoje uma reunião no Ministério da Fazenda entre o ministro Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o presidente da Febraban, Murilo Portugal, da BM&FBovespa, Edemir Pinto e representantes da Cetip e da Anbima. Segundo Soares, representantes de alguns setores do mercado sugeriram ao governo, entre outras medidas, que a bolsa passe a exigir margens de garantia maiores apenas para investidores estrangeiros no mercado futuro, para não prejudicar os exportadores brasileiros.


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