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Dólar cai para R$ 2,126, menor valor desde 5/11/08

31 dez 1969 às 21:33

A cotação do dólar comercial recuou 2,83% hoje e fechou o dia a R$ 2,126, o menor valor desde o fechamento de 5 de novembro de 2008. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista caiu 2,34% para R$ 2,13, no fechamento. O mercado de câmbio doméstico iniciou maio com as cotações do dólar dando sequência à queda registrada em abril, simultaneamente ao recuo externo da moeda norte-americana em meio aos ganhos dos índices acionários norte-americanos.

Os investidores estrangeiros zeraram posições compradas em dólar futuro, enquanto os corretores locais reforçaram as ofertas de moedas à vista e a futuro, segundo operadores de câmbio consultados pela Agência Estado. O destino principal desses agentes teria sido a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subiu 6,59%, aos 50.404,53 pontos, maior pontuação desde 26 de setembro de 2008. A migração foi estimulada por indicadores da economia chinesa e norte-americana melhores do que o esperado e pelo expressivo superávit comercial brasileiro no mês passado, além de alguns sinais de discreta recuperação do mercado de crédito internacional.


O leilão de empréstimo de dólares das reservas internacionais realizado hoje pelo Banco Central sinalizou que o mercado internacional de crédito pode estar mais aberto às instituições, empresas e aos agentes de comércio exterior brasileiros, avalia o operador de câmbio, Ovídio Soares, da Finabank Corretora. Segundo ele, o fato de o BC ter vendido na operação apenas US$ 805 milhões, de uma oferta de até US$ 2 bilhões, pode também ser um indicativo de que esses agentes não estariam mais necessitando de tanto crédito para honrar seus compromissos externos. Para Soares, na falta de notícia ruim, dentro de um cenário de crise, os investidores em geral mostraram disposição para assumir riscos e ajustaram posições em bolsa ao mesmo tempo em que reduziram em dólar.

Apesar da queda da moeda no mercado à vista, o fluxo cambial foi aparentemente negativo. Segundo um operador de um banco nacional com forte atuação em comércio exterior, por causa do recuo acentuado das cotações à vista, houve demanda de importadores superior aos ingressos financeiros de estrangeiros. Contudo, no mês de abril a balança comercial brasileira registrou o melhor superávit comercial deste ano, de US$ 3,712 bilhões.


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