O dólar comercial abriu em baixa de 1,28% hoje, cotado a R$ 2,16 no mercado interbancário de câmbio. No último dia de negócios da semana passada, na quinta-feira (dia 30), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,37%, a R$ 2,188. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em baixa de 0,50% a R$ 2,17.
O dólar deve ser negociado em baixa ante o real hoje, mas com mais cautela nesta segunda-feira, dia em que a China expande o otimismo no exterior com um dado indicando que a atividade industrial no país retornou ao território expansivo, após oito meses consecutivos de declínio. O PMI da indústria chinesa subiu para 50,1 em abril, de 44,8 em março, na primeira leitura acima de 50 desde julho do ano passado, conforme as medidas de estímulo do governo começam a surtir efeito. Um dado acima de 50 indica expansão da atividade.
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Mas a cautela deve ser acionada pelas apreensões com o resultado dos testes de estresse dos 19 bancos norte-americanos, que só sairá na quinta-feira (dia 7) e não mais hoje, como estava inicialmente previsto. A semana reserva ainda números do mercado de trabalho norte-americano em abril, que saem na sexta-feira (dia 8).
Internamente, expectativas de entradas de recursos com captações recentes e novas operações de levantamento de capital no exterior por parte de companhias brasileiras devem continuar como fatores direcionais de queda do dólar ante o real no mercado doméstico de câmbio.
Hoje, o Banco Central oferecerá até US$ 2 bilhões em leilão de empréstimo de dólares, em operação que aceitará contratos de financiamento ao comércio exterior e arrendamento e aluguel como garantia. Os dólares serão repassados aos bancos em 5 de junho e a recompra pela autoridade monetária ocorre em 28 de maio de 2010.