O dólar comercial abriu em alta de 1,1% hoje, cotado a R$ 2,215 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 24), a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,26%, a R$ 2,191. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 1,14% a R$ 2,215 e, por volta das 10 horas (de Brasília), ampliava o avanço para 1,32% a R$ 2,219.
A elevação da aversão ao risco no mercado externo por causa da preocupação sobre o impacto do avanço da gripe suína na contração da economia global deve colocar um fardo sobre as negociações no mercado doméstico de câmbio. No México, onde foram identificados os primeiros casos da doença, o número provável de mortos pelo vírus da gripe suína subiu para 103, sendo que 22 já foram confirmados pelo governo, que decretou, no último sábado (dia 25), estado de emergência no país. No exterior, o dólar se valorizava 2,66%, para 13,69 pesos mexicanos nesta manhã, considerando um nível de fechamento de 13,3403 pesos mexicanos na última sexta-feira.
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O alastramento da gripe suína - há confirmação de 20 pessoas infectadas nos Estados Unidos e um caso confirmado na Espanha - trinca a disposição à tomada de risco.
Porém, a doença deve ajudar nas pressões do mercado para elevar buscar uma Ptax (taxa de câmbio de referência do BC) mais alta e levar a autoridade monetária a rolar os contratos de swap que vencem esta semana. Até a semana passada, a expectativa era de rolagem parcial a exemplo do que ocorreu em abril, quando o fluxo não justificou a rolagem integral dos contratos que venciam.
Enquanto o Banco Central tem de definir sobre a rolagem do próximo vencimento de US$ 5,7 bilhões em contratos de swap cambial antes do feriado da próxima sexta-feira (dia 1º de maio), o mercado segue dividido nas apostas de redução da taxa básica de juros, a Selic, entre um ponto porcentual (pp) e 1,5 pp. A decisão será anunciado na noite desta quarta-feira (dia 29), pelo Comitê de Política Monetária (Copom).