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Dólar comercial abre em alta de 0,27% a R$ 2,0335

31 dez 1969 às 21:33

O dólar comercial abriu em alta de 0,27% nesta quinta-feira (21), cotado a R$ 2,0335 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa, pelo terceiro dia seguida, de 0,34%, a R$ 2,028, apesar de intervenção do Banco Central, em leilão de compra da moeda estrangeira que totalizou US$ 1,2 bilhão. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,30%, a R$ 2,033.

Tudo leva a crer que a queda da cotação do dólar será, enfim, interrompida nesta quinta-feira. Afinal, o cenário internacional sofreu alguns reveses entre ontem e hoje e os mercados externos sucumbem às notícias desfavoráveis, retomando os movimentos de aversão ao risco. Além disso, por aqui, a moeda norte-americana acumula queda acentuada no curto prazo e o Banco Central atuou fortemente ontem para enxugar o mercado dos excessos de oferta de dólares.


Porém, se um olho ficará atento a essas alterações no ambiente de negócios, o outro se focará no fluxo. Embora no acumulado deste mês até a última sexta-feira (dia 15) o fluxo financeiro seja o maior responsável pelo saldo cambial positivo, vale lembrar que, na semana passada, segundo os dados divulgados ontem pelo Banco Central, o grosso das entradas líquidas de dólares foram de responsabilidade do segmento comercial. E esse tende a não registrar mudanças tão bruscas e rápidas quanto o segmento financeiro. Ou seja, eventual fluxo comercial pode ajudar a sustentar o real.


Também no âmbito doméstico, é favorável ao País e ao fluxo positivos de recursos a avaliação de analistas da agência de classificação de risco Moody's, de que o Brasil e o Peru são possíveis candidatos para um elevação (upgrade) da nota de risco de crédito (rating), após provarem que são resilientes à crise global. Feita essa ponderação, ainda assim, a perspectiva é de que as cotações do dólar comecem a sessão de hoje em leve alta.


As razões que abalam o otimismo internacional que se via nos mercados durante os últimos dias não são banais. Ontem, na ata de sua última reunião, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), declarou que espera uma recessão mais profunda do que se previa há três meses na economia norte-americana. Segundo a ata, a economia deve sofrer um declínio entre 1,3% e 2% este ano. Em janeiro, as autoridades calcularam uma contração entre 0,5% e 1,3%. O prognóstico para 2010 também foi revisado em baixa, para um crescimento em torno de 2% a 3%. O Fed também apontou que a recuperação deve ser ainda mais lenta nos próximos dois anos.

Também chocou os analistas o anúncio de que a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) reduziu a perspectiva do rating atual AAA do Reino Unido de estável para negativa, diante da deterioração das finanças públicas.


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