O dólar comercial abriu em alta de 0,29% hoje, cotado a R$ 2,382 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 6), a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,21%, a R$ 2,375. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu estável, a R$ 2,382.
Estudo do Banco Mundial, preparado para o próximo encontro do G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) e que foi divulgado neste fim de semana, ajuda a derrubar o ânimo dos investidores na manhã desta segunda-feira. Segundo a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial será negativo em 2009, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Além disso, o Banco prevê um ano péssimo para o comércio, o pior em 80 anos, e também para a produção, que deve experimentar recuo de 15%. O Banco Mundial alerta ainda que os países emergentes podem ficar sem recursos para honrar seus compromissos. A estimativa para a lacuna chega a US$ 700 bilhões, se houver agravamento na situação econômica global.
Com isso, as perspectivas para os negócios, que voltaram a piorar desde que a China frustrou as expectativas de um novo pacote para estimular a economia daquele país, continuam ruins. As principais bolsas da Europa e dos Estados Unidos recuam nesta manhã e as principais moedas estrangeiras perdem fôlego ante o dólar, refletindo a aversão ao risco.
O setor financeiro, também vota a prejudicar o ambiente de negócios. Hoje as atenções recaem sobre o Reino Unido, onde o banco britânico Lloyds encabeça o noticiário negativo. O banco fechou um acordo com o governo neste fim de semana para garantir até 260 bilhões de libras em ativos. Em troca, o governo amplia de 43% para 77% sua participação na instituição.