O dólar comercial abriu em alta de 0,48% hoje, cotado a R$ 2,288 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa pelo terceiro dia seguido, a R$ 2,227. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,88%, a R$ 2,288.
A fórmula está esgotada. Seguindo os bancos norte-americanos Citigroup, JP Morgan, Bank of America (BofA) e o britânico Barclays, hoje, o Standard Chartered engrossou a lista das instituições financeiras com prognósticos positivos sobre o início de 2009, mas não encontrou ouvidos no mercado. Nesta terça-feira, depois de quatro pregões comprando o setor financeiro, o que alavancou os demais setores e mercados, os investidores optam pela cautela. Até porque, a agenda do dia, com indicadores relevantes da economia dos Estados Unidos, não abre espaço para muita conversa.
Os destaques são o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) e a média anualizada das construções de moradias iniciadas de fevereiro. Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) inicia seu encontro de política monetária de dois dias, e isso também pode ser fator de cautela.
Internamente, na avaliação de especialistas, depois das últimas valorizações ante o dólar, o real estaria mais suscetível a notícias ruins e, portanto, mais sujeito à queda do que a novas elevações. Até porque, segundo operadores, o fluxo cambial está se mantendo fraco nos últimos dias e as cotações estão fortemente atreladas ao posicionamento dos investidores no mercado futuro. A conferir.