O dólar comercial abriu em alta de 1,46% hoje, cotado a R$ 2,223 no mercado interbancário. Na última sexta-feira (dia 17), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,69%, a R$ 2,191. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 1,79% a R$ 2,222 e, às 10 horas (de Brasília), ampliava a alta a 2,15%, a R$ 2,23, na máxima do dia até o momento.
Os mercados globais passam por uma correção nesta segunda-feira, com as principais bolsas internacionais operando em queda, assim como as matérias-primas (commodities), e o dólar sendo negociado em alta em relação às principais moedas estrangeiras. No exterior, o pano de fundo para a cautela é a temporada de balanços financeiros referentes ao primeiro trimestre deste ano, que podem apresentar sinais de que a recessão da economia global não amenizou.
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Porém, esta manhã, o Bank of America (BofA) informou que o seu lucro líquido mais que triplicou no primeiro trimestre deste ano ante o ganho registrado no mesmo período do ano passado, ajudado pelas operações do banco de investimento Merrill Lynch, e superou todo o lucro obtido em 2008. A receita do período foi recorde.
No Brasil, a depreciação acumulada de quase 6% do dólar ante o real em abril até a última sexta-feira é mais um argumento para os investidores também corrigirem os excessos em âmbito doméstico.
Para um analistas de uma corretora em São Paulo, contudo, não há muito espaço para a elevação do dólar ante o real, em razão das operações de carregamento (carry trade) e ingresso de recursos para o segmento acionário brasileiro. "O dólar está muito leve, sem muita briga", observou o profissional.