O dólar comercial abriu em alta de 0,23% hoje, cotado a R$ 2,225 no mercado interbancário de câmbio, mas, instantes após a abertura, caía 0,23%, na mínima de R$ 2,215 até o momento. Ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,32%, a R$ 2,22. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em leve alta de 0,02% a R$ 2,2205 e também inverteu a direção, passando a cair 0,23%, a R$ 2,215, também na mínima até as 10 horas (de Brasília).
A aversão ao risco foi adensada na virada do dia pela informação do jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ) de que os bancos Bank of America (BofA) e Citigroup devem precisar de mais capital, como resultado dos testes de estresse aplicados pelo governo dos Estados Unidos nos balanços dos bancos. Essa notícia amplifica a apreensão sobre o sistema financeiro norte-americano em um momento de preocupação com o impacto da gripe suína na situação de contração da economia global, o que tende a dar suporte ao dólar ante o real hoje.
Porém, o mercado doméstico também tem fatores locais para acompanhar: o resultado do início hoje da rolagem dos contratos de swap cambial que vencem na próxima segunda-feira (dia 4 de maio) e eventuais ajustes de expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que tem início hoje. O anúncio sobre a atualização da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 11,25% ao ano, está previsto para amanhã, após o fechamento dos mercados locais.
Analistas não acreditam que exista demanda para rolagem total do volume de swap. Os contratos que vencem no dia 4 de maio somam US$ 5,7 bilhões, mas o BC faz hoje oferta parcial para rolar esse total, colocando US$ 2 bilhões em contratos de swap com vencimento em 1º de julho deste ano. O leilão acontece das 12h30 às 13 horas e o resultado será divulgado a partir das 14h30.
"O leilão do Banco Central será importante para as cotações, podendo reforçar ou amenizar eventuais pressões externas negativas, conforme o seu maior ou menor êxito", comentou a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares, em relatório.
O ambiente externo segue frágil. O número de mortos pela gripe suína pode chegar a 152 no México, segundo autoridades do país, e os casos suspeitos continuam proliferando ao redor do mundo.