O dólar comercial no mercado interbancário de câmbio abriu em baixa de 0,67%, cotado a R$ 1,94. Ontem, a moeda norte-americana teve alta de 1,45%, fechando o dia cotada a R$ 1,953. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,92%, a R$ 1,935.
Os debates em torno das consequências da crise internacional sobre as moedas continuam afetando os negócios. Hoje, o dólar, que tem se fortalecido perante expectativas de elevação nos juros dos Estados Unidos antes do estimado e diante de dados sinalizando que a economia europeia está sofrendo mais do que a norte-americana, perde valor de maneira generalizada.
O dólar está sendo afetado pelas discussões em torno da criação de uma moeda global de reserva. A ideia, defendida pela China, tem ganhado adesões. O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, voltou a defender, hoje, a criação de uma nova moeda de reserva internacional como alternativa ao dólar. "O mundo precisa de uma nova moeda de reserva para estabilizar suas finanças", declarou o líder russo durante a reunião da Organização de Cooperação de Xangai, que inclui a China, a Rússia e quatro nações da Ásia Central.
Segundo notícias da imprensa internacional, ele deve recolocar a questão durante o encontro do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), que acontece também hoje, com a participação do presidente Lula, do líder chinês Hu Jintao e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Ontem, o ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, havia mostrado visão positiva sobre a posição do dólar como moeda de reserva.