O dólar comercial abriu em baixa de 0,68% hoje, cotado a R$ 2,182 no mercado interbancário de câmbio, mas, instantes após a abertura, às 10h20 (de Brasília), já era cotado abaixo de R$ 2,18, a R$ 2,179, em queda de 0,82%. Ontem, a moeda norte-americana fechou em leve alta de 0,09%, a R$ 2,197. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista também abriu em baixa de 0,68% a R$ 2,182.
Nesta quinta-feira, o apetite a moedas associadas ao risco maior não indica melhora nítida. O dado oficial da China mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6,1% no primeiro trimestre deste ano, em linha com as previsões de economistas, mas abaixo da especulação do início do dia, quando ouviu-se um número ao redor de 8%. O ritmo da expansão chinesa foi o mais lento para um trimestre em quase duas décadas.
Com isso, as moedas mais associadas ao risco não conseguem ganhar terreno, nem mesmo após o banco norte-americano JPMorgan anunciar um desempenho acima do esperado pelo mercado no primeiro trimestre deste ano, com lucro de US$ 2,1 bilhões.
Para analistas de câmbio, as vendas do varejo brasileiro, por sua vez, não fazem preço, embora tenham indicado resiliência, com alta de 1,5% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE.
Com isso, o exterior segue sendo o definidor do movimento doméstico de câmbio hoje.