O dólar comercial abriu em baixa de 0,62% hoje, cotado a R$ 1,93 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,07%, a R$ 1,942. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em baixa de 0,77% a R$ 1,927.
O mercado financeiro internacional opta por manter foco nos sinais positivos da economia mundial, e tenta encerrar a semana com ganhos. As principais bolsas do exterior operam em alta, na expectativa de dados menos ruins no relatório de emprego dos Estados Unidos. Também se beneficiam de uma leitura positiva do fato de a mineradora anglo-australiana Rio Tinto ter cancelado a aliança de US$ 19,5 bilhões com a estatal chinesa Chinalco, já que os executivos da empresa estão atribuindo a decisão à melhora nas condições de mercado.
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Nesta manhã, o Departamento do Trabalho norte-americano informou que em maio foram cortadas 345 mil vagas de emprego nos EUA, ante previsão de corte de 525 mil postos de trabalho. Foi o menor número de cortes de emprego desde setembro do ano passado, mês que marcou o início do período mais turbulento da crise financeira internacional. A taxa de desemprego nos EUA, por sua vez, subiu a 9,4%, ante expectativa de alta para 9,2%.
Já no mercado de moedas, os investidores mostram-se mais reticentes em apostas agressivas. A intensidade maior da desvalorização do dólar ante o real continua sendo fruto de avaliações segundo as quais o Brasil seria um dos países mais beneficiados pela retomada da economia global.
Por aqui, merece destaque a notícia de que o Bradesco fechou ontem à noite a compra do Banco ibi, ligado à rede varejista holandesa C&A, em um negócio de mais de R$ 1 bilhão. A informação, no entanto, tende a ter impacto maior no mercado de ações.