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Dólar comercial abre em queda de 1,08%, para R$ 2,195

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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As moedas de emergentes beneficiam-se do ambiente favorável que rege os negócios no exterior, deixando tendência de baixa para o dólar ante o real durante as transações desta sexta-feira (24). O dólar comercial abriu os negócios em queda de 1,08%, para R$ 2,195. Às 9h48, tinha taxa de R$ 2,197 (-0,99%), logo depois de ser vendido a R$ 2,193 (-1,17%), a mínima do dia até então. Enquanto isso, na BM&F, o dólar negociado à vista recuava 1,04%, cotado a R$ 2,195.

Os dois dados econômicos domésticos divulgados hoje vieram em linha com as medianas das projeções e não devem convulsionar apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária da próxima semana. A divulgação de um acordo da Cemig para comprar a participação da subsidiária do grupo italiano Terna não deve influir pontualmente no câmbio, já que a conclusão da operação ainda demora.

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Ontem, o mercado mostrou-se inclinado a desfavorecer os vendidos em dólar (investidores que apostam na baixa da cotação da moeda americana) e levá-los a uma zeragem de posições. Mas o movimento não teve ímpeto, com o dólar encerrando o dia em alta muito mais amena em relação aos registros das máximas da sessão. O dólar comercial fechou a R$ 2,219, em alta de 0,77% - de R$ 2,225 na máxima (+1,51%). Na BM&F, a taxa do dólar à vista ficou em R$ 2,218, com valorização de 0,82%. O giro foi fraco.


Assim como no mês passado, o mercado retomou as especulações sobre se o Banco central fará a rolagem dos US$ 5,7 bilhões em contratos de swap cambial Central que vencem no dia 1º de maio. Ainda não foi anunciada pesquisa de demanda para um leilão de rolagem, o que tem sido usado como um argumento para "puxar" a alta do dólar. "Mas o BC deve rolar parcialmente o montante, como fez no mês passado, já que o fluxo (de recursos para o País) está razoável", disse o gestor de câmbio de um dos maiores bancos privados do País.


O anúncio de que a Cemig fechou acordo para pagar R$ 2,3 bilhões pelo controle da Terna Participações, subsidiária da companhia italiana Terna SPA, não deve determinar movimentos expressivos pontuais hoje. "O impacto real ocorre quando é efetivado o fluxo", observou uma fonte. Conforme a Cemig, o fechamento da transação deverá ocorrer em 30 de setembro de 2009 ou data posterior, dependendo das aprovações regulatórias e de credores.

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Os dois dados domésticos divulgados hoje ficaram em linha com as estimativas e fontes do mercado de câmbio não citaram os dados como roteadores de movimentos. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de abril subiu para 0,36%, ante 0,11% em março. O desemprego subiu de 8,5% em fevereiro para 9,0% em março.


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