Os negócios no mercado de câmbio doméstico aumentaram em relação a sexta-feira e o dólar retomou a alta ante o real, em sintonia com o comportamento da moeda americana em relação ao euro e à libra. No exterior, a moeda americana ganhou suporte positivo da demanda de investidores, que reduziram posições em matérias-primas (commodities) e em ações nas bolsas pelo mundo todo, cujos preços declinaram.
O dólar comercial fechou em alta de 1,01%, cotado a R$ 2,294. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 1,10% e terminou a sessão a R$ 2,2959. O giro financeiro total cresceu 227% em relação ao anterior, para cerca de US$ 2,009 bilhões.
A maior pressão sobre o dólar comercial foi registrada à tarde, quando a cotação bateu a máxima de R$ 2,329 (alta de 2,55%) e levou o Banco Central a fazer o primeiro leilão de venda direta de moeda americana no mercado à vista deste ano. Na operação, a autoridade monetária pode ter vendido cerca de US$ 180 milhões; e a taxa de corte de R$ 2,318 foi inferior ao preço do dólar naquele momento, de R$ 2,326 (+2,42%). "Essa atuação ajudou a tirar força da moeda", disse um operador de uma corretora em São Paulo.