O dólar comercial rompeu a barreira dos R$ 2 na abertura dos negócios hoje. No mercado interbancário de câmbio, a moeda norte-americana abriu em baixa de 0,59%, a R$ 2,006, mas, nos primeiro minutos da sessão, às 9h55 (de Brasília), caía 0,99%, na taxa mínima do dia a R$ 1,998. Ontem, o dólar comercial fechou em baixa de 0,35%, a R$ 2,018. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 1,04%, já abaixo do nível de R$ 2, negociado a R$ 1,999.
O Banco Central coloca em prática hoje uma decisão que anunciou na última sexta-feira (dia 22), da qual desistiu naquele mesmo dia, mas que retomou ontem: de suspender a divulgação de dados do mercado de câmbio no decorrer dos negócios (intraday) pelo sistema de informações eletrônicas do BC (Sisbacen). Isso não deve mexer diretamente na trajetória das cotações do dólar hoje, mas, pelo menos em um primeiro momento, tende a reduzir o volume de negócios e pode evitar oscilações mais acentuadas das cotações, na avaliação de especialistas de mercado.
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Na agenda do dia, alguns dados merecem atenção. Nos Estados Unidos, onde o efeito dos dados positivos de confiança do consumidor norte-americano de ontem perdem fôlego, sairão dados de vendas de imóveis usados, às 11 horas (de Brasília. Por aqui, o destaque econômico é a divulgação, às 15 horas, do resultado de abril das contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social). Às 10h30, sai a nota com os números de abril do mercado de crédito. O documento detalha o comportamento dos empréstimos do sistema financeiro e a evolução das taxas de juros e da inadimplência.