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Dólar comercial encerra em alta de 1,15%, a R$ 2,195

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Após cair 2,16% nas quatro sessões anteriores, o dólar comercial oscilou em terreno positivo o dia todo hoje e encerrou em alta de 1,15%, cotado a R$ 2,195. Na BM&F, o dólar negociado à vista também fechou a R$ 2,195, com ganho de 1,01%.

As cotações do dólar por aqui foram impulsionadas pela demanda de investidores locais e estrangeiros diante da valorização externa da divisa norte-americana ante o euro e outras moedas de países emergentes em meio às quedas das bolsas norte-americanas e da Bovespa e dos preços de commodities (matérias-primas), como o petróleo e alguns metais. Os investidores foram induzidos a esse remanejamento de posições pelos dados ruins sobre inflação no atacado e vendas no varejo nos EUA, ambos em março, e a possibilidade de realização de lucros após os ganhos recentes nas bolsas, com foco nos papéis de instituições financeiras.


Apesar de resultados do primeiro trimestre melhores do que a expectativa anunciados pelo Goldman Sachs, ontem, investidores realizaram lucros uma vez que o setor financeiro registrou avanços acentuados desde o início de março, quando os índices atingiram as mínimas do mercado baixista. Além disso, os números sobre inflação e vendas no varejo surpreenderam negativamente. O Goldman Sachs anunciou que seu lucro líquido cresceu 20% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.


Nesta manhã, o Departamento do Comércio dos EUA divulgou que as vendas no varejo do país durante o mês de março diminuíram 1,1% na comparação com fevereiro, contrariando as previsões de analistas de um aumento de 0,3%.


No campo da inflação, o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA registrou em março sua maior queda este ano, após dois meses seguidos de alta, refletindo contração nos preços de energia. O PPI cedeu 1,2% em base sazonalmente ajustada em março, informou o Departamento do Trabalho, após alta de 0,1% em fevereiro. Na comparação a março do ano passado, o PPI caiu 3,5% em março, o maior recuo anual desde janeiro de 1950.

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Esses dados realimentaram as preocupações com o risco de deflação, enquanto o Fed continua a tomar medidas extraordinárias de estímulo econômico e para conter os problemas do mercado financeiro. As autoridades, entretanto, expressam pouca preocupação com o risco de deflação.


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