O dólar comercial abriu em baixa de 0,57% hoje, cotado a R$ 2,205 no mercado interbancário de câmbio. Ontem, a moeda norte-americana fechou praticamente estável, com leve baixa de 0,05%, a R$ 2,217. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em baixa de 0,32%, a R$ 2,21.
A temporada de balanços financeiros referente ao primeiro trimestre deste ano não começou bem nos Estados Unidos e nuvens pretas voltam a pairar sobre os mercados internacionais hoje.
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Depois de um mês de março positivo, que levou muitos a apostarem que o começo da recuperação estava em curso, esta semana os investidores retomaram a cautela. Por quase dois dias, ainda se hesitou em decretar o fim do início da recuperação, mas ontem as vozes pessimistas voltaram a se sobressair e os dados negativos da fabricante de alumínio Alcoa no período entre janeiro e março de 2009 serviram para dar fôlego ao ambiente de retração que se vê novamente nesta manhã.
Mas a volta do pessimismo como tendência ainda não é consenso, e alguns ainda esperam encontrar espaço para seguir o ritmo de recuperação que se seguiu ao pacote norte-americano de auxílio ao setor financeiro e à reunião do G-20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo, representadas por 19 países desenvolvidos e emergentes e pela União Europeia).
Por aqui, os operadores mostram maior otimismo já desde ontem. Eles apóiam-se no desempenho diferenciado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que ontem se sustentou em alta durante uma boa parte do pregão, a despeito das quedas acentuadas no exterior, e, no fim do dia, teve perdas menos intensas, em comparação aos resultados vistos lá fora.
A diferenciação é atribuída ao apetite dos investidores estrangeiros que, dessa forma, atestam a teoria segundo a qual, diante de uma melhora do cenário internacional, o Brasil se beneficiaria mais intensa e rapidamente.
Isso tem reflexo no mercado de moedas e, assim, o real também tende a sofrer menos por aqui ante o dólar, na avaliação dos especialistas.
Na agenda doméstica de hoje merece atenção o resultado do fluxo cambial de março e da primeira semana de abril (dias 1 a 30, que o Banco Central anuncia às 12h30 (de Brasília).