A oscilação das cotações marcou a sessão no mercado doméstico de câmbio hoje. O dólar no mercado à vista aproximou-se dos R$ 2,00 no começo do dia, quando subiu até R$ 1,998 (+1,58%) no mercado interbancário de câmbio. A pressão de alta sobre a moeda norte-americana ocorreu em meio à inquietação dos investidores com as quedas das bolsas de valores e dos preços do petróleo.
Contudo, à tarde, o dólar devolveu os ganhos e passou a cair, reagindo a dois fatores: o anúncio do Banco Central de uma pesquisa de demanda hoje para avaliar condições para iniciar a rolagem do vencimento de swap cambial de US$ 2,121 bilhões em 1º de julho; e aceleração dos ganhos do euro ante o dólar no mercado global de moedas.
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No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,962, em baixa de 0,25%, na taxa mínima registrada durante a sessão de negócios. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em alta de 0,20%, mas também na mínima do dia, a R$ 1,9675. A inversão de sinal para queda do dólar no mercado doméstico ocorreu após o anúncio do resultado do leilão de compra realizado pelo Banco Central. A taxa de corte no leilão foi de R$ 1,9683. Mas a razão da virada de sinal foi atribuída, primeiro, ao anúncio pelo BC, por volta das 14h35, da pesquisa de demanda para a rolagem de contratos de swap cambial. Caso haja demanda, o leilão será realizado amanhã, quinta-feira.
O operador de câmbio, Ovídio Pinho Soares, da Finabank Corretora, disse que os investidores passaram a vender moeda à vista e no mercado futuro imediatamente após o anúncio da pesquisa para leilão de swap cambial, que coincidiu com o movimento de ampliação dos ganhos do euro ante o dólar em Nova York. A virada dos preços do petróleo para cima também pesou, segundo ele. Em Nova York, o petróleo para julho terminou em alta de 0,79%, a US$ 71,03 por barril.
No começo da tarde, o BC informou que o fluxo cambial em junho até o dia 12 está positivo em US$ 661 milhões. No acumulado do ano até o dia 12 de junho, o fluxo cambial está positivo em US$ 2,251 bilhões. Já a compra diária de dólares realizada pelo Banco Central no mercado à vista somou US$ 1,073 bilhão em junho até o dia 9. De acordo com dados do BC, as intervenções têm somado média de US$ 153,28 milhões por dia. Desde que as compras foram retomadas em 8 de maio, a autoridade monetária já retirou US$ 4,102 bilhões do mercado cambial.