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Baixa de 1,45%

Dólar fecha a R$ 2,172, menor taxa em 5 meses

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O dólar passou todo o dia em queda em relação ao real, e abaixo de R$ 2,20, reagindo ao fluxo cambial positivo e ao declínio da moeda norte-americana em relação a outras divisas de países emergentes, em meio às firmes altas das bolsas internacionais e da Bovespa.

O dólar comercial fechou em baixa de 1,45%, a R$ 2,172, sua menor cotação desde 7 de novembro de 2008 (quando encerrou a R$ 2,156). Durante a sessão de hoje, oscilou 0,69%, entre máxima de R$ 2,185 (-0,86%) registrada pela manhã e a mínima de R$ 2,170 (-1,54%) à tarde. Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 1,45%, a R$ 2,171. Com ingressos de recursos pelo segmento financeiro de investidores dispostos a investir na Bovespa, o giro financeiro total foi expressivo, 73% maior que o de ontem, totalizando cerca de US$ 3,38 bilhões.

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A animação dos investidores no exterior hoje tem como pano de fundo as perspectivas melhores para o setor financeiro norte-americano, após o banco Wells Fargo anunciar que deve registrar lucro maior do que a expectativa no primeiro trimestre. No mercado de câmbio, um relatório que mostrou redução de 28% no déficit comercial dos EUA em fevereiro amparou ganhos ao dólar ante o euro e o iene, mas não impediu o recuo das cotações ante as divisas de países emergentes. Isso porque, segundo um operador de um banco, há expectativa de que as economias emergentes possam sair da crise antes e em melhores condições do que os países desenvolvidos.


O dólar por aqui só não caiu mais hoje, segundo um operador de um banco, por causa da cautela habitual em véspera de feriado prolongado e também dada a expectativa de que o Banco Central poderá repetir o comportamento do mês passado e não rolar integralmente o próximo vencimento de contratos de swap cambial, num total de cerca de US$ 5,5 bilhões em 1º de maio.

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No fim de março, o BC renovou apenas US$ 4 bilhões de um vencimento líquido de US$ 7,6 bilhões em swap cambial em 1º de abril. Isso significa que o BC ficou comprado (credor) em cerca de US$ 3,6 bilhões desses contratos, segundo um operador de câmbio de uma corretora em São Paulo, porque não houve interesse dos investidores na renovação integral desse compromisso, por causa da convicção dos investidores de que o dólar tenderia mais à queda do que à alta. De fato, em abril o dólar já caiu 6,30% e, no ano, o recuo acumulado é de 6,98%.


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