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Dólar fecha em baixa de 1,07% a R$ 1,942

04 jun 2009 às 08:56

O dólar comercial fechou em baixa de 1,07% hoje, cotado a R$ 1,942 no mercado interbancário de câmbio, após ter subido 2,03% ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar de liquidação à vista também encerrou a sessão negociado a R$ 1,942, recuo de 1,07% no dia. No mês de junho, o dólar comercial acumula queda de 1,42% e no ano, uma desvalorização de 16,83%. O Banco Central fez um leilão de compra à tarde, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,941. Desde 8 de maio o BC atua diariamente no câmbio, comprando dólares no mercado à vista.

A cotação do dólar voltou a cair hoje acompanhando em parte a desvalorização externa da moeda norte-americana, em meio à migração de investidores para os segmentos de commodities e ações, o que também tirou força da divisa americana em relação a outras moedas de países emergentes, embora a intensidade da baixa ante o real tenha sido mais acentuada.


Para o operador da mesa de câmbio da Finabank Corretora, Ovídio Pinho Soares, isso pode ser explicado não só considerando o movimento diário, mas deste ano, pela percepção positiva dos investidores em relação ao País, cuja taxa de risco é relativamente baixa enquanto o potencial de ganhos em aplicações de renda fixa e também na Bovespa é elevado, tendo em vista o atraente diferencial de juros interno e externo e a perspectiva favorável para as empresas brasileiras que produzem e exportam matérias-primas (commodities), como Vale, Petrobras e siderúrgicas.


O recuo do dólar à vista também sofreu influência da ampliação de posições vendidas no mercado futuro por parte de tesourarias de bancos, para acima de US$ 5 bilhões ontem, ante uma posição vendida de pouco mais de US$ 4 bilhões no dia anterior, segundo a NGO Corretora de Câmbio. Contudo, os investidores estrangeiros não incrementaram suas posições nem contra nem a favor do real.

O economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, disse que a desvalorização externa do dólar hoje refletiu um aumento do apetite por risco após os dados positivos divulgados nos EUA, como aumento da produtividade e queda nos novos pedidos de auxílio-desemprego. Contudo, essa trajetória descendente da moeda decorre, principalmente, da atual política de expansão monetária dos Estados Unidos e convém ao governo, porque permite redução do déficit comercial, ao diminuir custos de importação e tornar os produtos exportados pelo país mais baratos.


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