O dólar comercial fechou a terça-feira com leve recuo de 0,05%, cotado a R$ 2,217 no mercado interbancário de câmbio, na taxa mínima do dia. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), nos contratos de liquidação à vista, a moeda americana também cedeu 0,05% e fechou a sessão a R$ 2,215, na mínima do dia.
O mercado doméstico de câmbio teve comportamento desigual durante a sessão. Após abrir pressionado e subir até R$ 2,238 (alta de 0,90%) pela manhã, reagindo à valorização externa da divisa norte-americana em meio à queda das bolsas, o dólar perdeu gradativamente a força durante à tarde e encerrou nos preços mínimos do dia, refletindo a redução das perdas dos índices acionários em Nova York. "Apesar do avanço das cotações pela manhã, o fluxo cambial foi positivo, mas insuficiente naquele momento para suprir a demanda e impedir a correção inicial", disse um operador de tesouraria de um banco nacional.
Um dos motivos hoje da inquietação com o setor financeiro foi a notícia publicada pelo jornal britânico The Times, sem citar fontes, de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá elevar para US$ 4 trilhões sua projeção de ativos podres detidos por bancos e pelas seguradoras. Dados ruins sobre a economia na zona do euro também justificaram a fuga dos ativos considerados de risco para o dólar. A última revisão do PIB na zona do euro, divulgada pela manhã, mostrou contração no quarto trimestre de 2008 de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na estimativa anterior, o PIB da zona do euro havia caído 1,3%. Isso determinou o recuo do euro.