Notícias

Dólar fecha em queda de 0,59%, cotado a R$ 2,204

31 dez 1969 às 21:33

O dólar caiu hoje pelo segundo dia consecutivo no mercado brasileiro, embalado pela continuidade da saída de investidores estrangeiros para migração para a Bovespa e o mercado de renda fixa. O aumento do apetite por risco no mercado internacional ajudou a induzir esse movimento local em meio aos ganhos das bolsas de valores em Nova York, à alta do euro ante o dólar e o recuo da moeda norte-americana em relação a outras divisas de países emergentes, além do real.

Também pesou nas decisões de venda da moeda por aqui a expectativa de um fluxo cambial positivo no curto prazo, estimado por operadores consultados em cerca de US$ 700 milhões, relativo a uma operação de captação que estaria sendo preparada pela Telemar Norte Leste SA.


O dólar comercial recuou 0,59% e fechou o dia cotado a R$ 2,204. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou a R$ 2,203, em baixa de 0,63%. Durante a sessão, o dólar comercial chegou a romper os R$ 2,20 e atingiu a mínima de R$ 2,193 no início da tarde. A cotação máxima, pela manhã, foi de R$ 2,206, em baixa de 0,50%. Neste mês, o dólar comercial já sofreu depreciação de 4,92% e, no ano, recua 5,61%. O giro financeiro total à vista diminuiu 30%, para cerca de US$ 1,818 bilhão.


O operador de câmbio José Roberto Carreira, da Fair Corretora, disse que a percepção no mercado é de que continua grande a possibilidade de ganhos com ações brasileiras e no segmento de juros futuros, tendo em vista o quadro externo de fragilidade das corporações e instituições financeiras e o patamar muito baixo das taxas de juros nos EUA e Europa. A perspectiva entre alguns analistas do mercado de que o Brasil poderá se sair melhor e mais rápido da crise em relação a outros países emergentes também justificaria o fluxo financeiro positivo de estrangeiros para a bolsa e o mercado de juros local, com impacto de queda para o dólar, afirmou.


Outra modalidade de fluxo financeiro, decorrente de captações externas por empresas e o próprio Tesouro Nacional, também alimentou o sentimento positivo em relação ao País e o declínio das cotações do dólar. A Telemar Norte Leste SA vai oferecer uma quantia não especificada em bônus de dez anos nos mercados internacionais, informou uma fonte próxima à transação à agência Dow Jones. Os recursos serão utilizados para refinanciar dívidas, segundo a fonte. A Telemar é a uma holding para os controladores da maior companhia de telecomunicação do Brasil, Oi.

Em relação ao Tesouro Nacional, o secretário-adjunto Paulo Valle afirmou hoje, segundo o jornalista da AE em Brasília Fabio Graner, que o órgão continua avaliando as condições de mercado para fazer emissões qualitativas de títulos no exterior. Ele admitiu a possibilidade de reabrir a emissão do Global 2019 ainda este ano, caso haja uma boa oportunidade. "Mas essa possibilidade não se restringe ao Global 2019", disse Valle, ressaltando que a decisão dependerá das condições de mercado.


Continue lendo