O dólar comercial interrompeu sete sessões acima do patamar de R$ 1,70 e fechou hoje cotado a R$ 1,699 com queda de 0,47% no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda acumula queda de 0,18% e no ano, -2,52%. Na BM&F, a divisa encerrou em R$ 1,7002 com perda de 0,49%. O euro comercial subiu 0,80% a R$ 2,389.
O comportamento da moeda refletiu a reação dos investidores às decisões do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de manter os juros nos EUA nos níveis historicamente baixos por um período prolongado e de comprar mais US$ 600 bilhões em Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) de longo prazo até o segundo trimestre de 2011. Segundo o Fed, as compras de Treasuries devem ser de US$ 75 bilhões por mês, em média, mas a instituição ajustará o volume de compra conforme o necessário uma vez que o ritmo de recuperação na produção e no emprego segue lento. O tamanho do afrouxamento quantitativo anunciado ficou relativamente em linha com as últimas previsões do mercado, que giravam entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão. A decisão do Fed saiu só nos 15 minutos finais de negócios com o dólar comercial.
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Diante ainda da reafirmação da defesa do regime de câmbio flutuante pela presidente eleita, Dilma Rousseff, em entrevista coletiva hoje, o que tranquilizou o mercado, os investidores se reposicionaram a fim de aguardar o tão esperado anúncio do afrouxamento quantitativo do Fed. Vale mencionar que os indicadores norte-americanos melhores do que o esperado também reforçaram a avaliação de que o Fed tenderia mais a restringir a injeção de recursos na economia do que vir a lançar um programa agressivo.