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Dólar não sustenta alta e volta a perder valor ante real

Agência Estado
26 set 2011 às 17:12

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Depois da trégua da última sexta-feira, quando o dólar no balcão fechou em queda de 3,56%, hoje a moeda norte-americana retornou para o campo positivo na maior parte da tarde, acompanhando o avanço do dólar ante o euro e o iene. A alta, no entanto, não se sustentou e a moeda dos Estados Unidos fechou, novamente, em baixa ante o real. A continuidade das dúvidas sobre o não pagamento da dívida por parte da Grécia dita o ritmo de aversão global. Internamente, o mercado se mantém na expectativa quanto ao fim do Imposto sobre operações Financeiras (IOF) sobre derivativos cambiais.

O dólar balcão caiu 0,49%, cotado a R$ 1,8330. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,8250 e, na máxima, R$ 1,8650. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,8520, com ganho de 0,16%. Na mínima, a moeda na BM&F atingiu R$ 1,8290 e na máxima chegou a R$ 1,8614. Por aqui, a avaliação é de que o governo deve voltar atrás na questão da cobrança do IOF sobre derivativos se a moeda dos EUA ficar acima de R$ 1,90. "O patamar de R$ 1,90 é um pouco elevado e traz desconforto. A volta do BC ao mercado (na semana passada a autoridade monetária realizou leilão de swap cambial pela primeira vez desde 26/06/2009) deixou claro para o mercado que a apreciação da moeda no curto prazo é exagerada", disse o operador de uma corretora paulista.

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Do lado externo, os investidores se frustraram com a falta de conclusões práticas nos encontros do FMI, Banco Mundial e G-20 no fim de semana, e os mercados passaram a cogitar que o default (calote) na Grécia é inevitável. O próprio chefe do banco central do país, George Provopoulos, declarou que é necessário avançar imediatamente com as reformas e controlar a dívida do país, ou haverá consequências "dramáticas".

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Hoje pela manhã, no entanto, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou que está atuando no mercado, o que trouxe alívio aos negócios. Além disso, o mercado gostou da proposta dos EUA de alavancagem do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF), que poderia elevar os recursos para 2 trilhões de euros. No início da tarde, no entanto, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que não existem planos para impulsionar o tamanho da EFSF, após surgirem rumores no mercado de que o fundo de resgate da zona do euro estava prestes a ser ampliado. Uma fonte da coalizão do governo informou que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pretende aprovar, na próxima quinta-feira, a legislação que expande e modifica a Linha de Estabilidade Financeira Europeia, apesar de divergências internas.


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