Depois de operar a maior parte do dia em alta, o dólar passou para o terreno negativo ante o real logo após o anúncio de novas medidas do banco central dos EUA e se manteve em queda até o fechamento. O dólar comercial e o dólar negociado à vista na BM&F encerraram com declínio de 1,53%, a R$ 2,25. Na máxima, o comercial atingiu a marca de R$ 2,30 (+0,66%). O resultado de hoje eleva a queda apurada pela moeda no mês para 5,10%. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,511 bilhões.
O Federal Reserve, BC americano informou que vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) nos próximos seis meses. A instituição ainda anunciou que vai comprar até US$ 750 bilhões em novos ativos da dívida de agências hipotecárias.
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Para o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss, a decisão do Fed foi bastante positiva e inédita. "O Fed deu um sinal muito importante ao mercado, o de que tem disposição (dinheiro) e que, se precisar de mais dinheiro, o governo coloca a maquininha para rodar", disse. Voss ressaltou que o cenário mundial ainda é incerto e que "devemos ter várias más notícias". No entanto, ressaltou o economista, o governo norte-americano está trabalhando para ajudar a melhorar a economia e não pretende deixar a situação piorar. "A realidade ainda é ruim, mas as ações estão ficando mais inequívocas", observou.
O operador de um médio banco disse que embora a queda do dólar tenha sido grande, o fluxo cambial foi pequeno.
Pela manhã, a notícia de que o País teve um fluxo cambial negativo de US$ 1,5 bilhão na semana passada, segundo dados do Banco Central contribuiu para manter o dólar comercial em alta. No mês, até o dia 13, o fluxo negativo somava US$ 2,186 bilhões e, no ano, US$ 4,362 bilhões.