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Dólar sobe 1,32% e fecha a R$ 2,22 nesta segunda

31 dez 1969 às 21:33

A moeda norte-americana encerrou o dia em alta no mercado cambial brasileiro. O dólar comercial subiu 1,32%, para R$ 2,22. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 1,37%, também a R$ 2,22. Durante a tarde, os investidores reagiram com compras de moeda à piora das bolsas de valores e também ao anúncio pelo Banco Central da realização hoje de uma pesquisa de demanda para a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 4 de maio, no valor de US$ 5,7 bilhões.

A retomada da aversão ao risco, causada pelo temor de alastramento da gripe suína para fora dos EUA e do México, ao mesmo tempo em que deprimiu as bolsas, amparou uma recuperação do dólar em relação às euromoedas e divisas de países emergentes.


Os principais índices do mercado de ações norte-americano se posicionaram em queda esta tarde, após o vaivém entre o território positivo e o negativo desde a abertura do pregão, em meio à preocupação com o surgimento de casos de gripe suína fora dos Estados Unidos e do México. Os investidores adquiriram ações de companhias farmacêuticas e venderam papéis de companhias ligadas ao setor de turismo e de alimentação, num movimento que pressionou para baixo as bolsas norte-americanas, com migração de parte dos investidores para o dólar. Por tabela, a Bovespa acompanhou.


O temor é de que a doença desestimule viagens, o que poderá ter impacto sobre o consumo de matérias-primas, como o petróleo e alimentos, e isso poderá prejudicar uma potencial recuperação da economia global.


Internamente, um fator técnico ligado à rolagem de contratos de swap cambial também pesou sobre o comportamento do dólar. A dúvida nas mesas de operação sobre se haverá ou não demanda para a realização, amanhã, de um leilão para a rolagem do vencimento de US$ 5,7 bilhões em swap cambial provocou compras de moeda, disse o economista Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio. O resultado dessa pesquisa será divulgado, hoje, a partir das 18h30.

Segundo Nehme, o mercado puxou a taxa do dólar porque dessa forma tende a tornar desinteressante para o próprio mercado adquirir os swaps em leilão. Ou seja, se o BC não conseguir renovar o volume de swap a vencer, de US$ 5,7 bilhões, a autoridade monetária é que ficará "comprada" (credora) e isso interessa aos investidores que desejam sair da posição, tornando-se "vendidos" (apostando na queda da moeda), uma vez que a percepção corrente seria de que há espaço para o recuo do dólar e a apreciação do real.


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