O dólar comercial subiu 1,29% hoje e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,964, muito próximo da taxa máxima registrada durante a sessão, que foi de R$ 1,965 - a mínima do dia foi de R$ 1,936. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar de liquidação à vista valorizou 1,39% e fechou o pregão na máxima do dia, a R$ 1,963. Faltando apenas um dia para encerrar o mês de junho e a primeira metade do ano, o dólar comercial acumula baixa de 0,30% neste mês e queda de 15,89% no ano.
A expectativa frustrada da continuidade hoje de um ingresso considerável de recursos estrangeiros para a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VisaNet, que será liquidada na quarta-feira (dia 1º), motivou ajustes de posições, que ampararam o aumento da volatilidade e das cotações do dólar no mercado doméstico, afirmou a economista Mariana Costa, da Link Investimentos. Além disso, o Banco Central ajudou a sustentar a valorização da moeda norte-americana ao comprar moeda em leilão realizado à tarde.
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"Os investidores posicionados no mercado futuro de dólar estão predominantemente 'vendidos' nesta rolagem de contratos de dólar, mas não há um ambiente especulativo neste mês", disse um economista de uma corretora de câmbio consultada em São Paulo. Segundo esta fonte, na semana passada, por causa da previsão de ingressos de recursos estrangeiros para a oferta de ações da VisaNet, os investidores estrangeiros saíram das posições "compradas" (quando aposta na alta do dólar) e passaram a "vendidos" (aposta na queda da taxa), enquanto as tesourarias de bancos reduziram suas posições "vendidas". Como o grosso dessas entradas já ocorreu, ficando um volume residual para hoje e tudo indica até quarta-feira, o mercado decidiu ajustar posições, afirmou.
Amanhã, no entanto, o dólar poderá virar para queda no mercado à vista em meio ao aparente interesse na formação de uma taxa Ptax (média das cotações do dólar à vista ponderada pelo volume de negócios) de fim de mês mais fraca. A taxa Ptax de amanhã (30 de junho) servirá na quarta-feira, dia 1º de julho, para liquidação dos contratos futuros de dólar com vencimento em julho na BM&F. De todo modo, o ambiente externo também deverá influenciar os negócios.