O dólar comercial fechou em alta de 1,01% a R$ 1,696 no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda acumula queda de 0,35% e no ano, -2,70%. Na BM&F, a moeda encerrou com ganho de 1,10% a R$ 1,6977. O euro comercial subiu 0,21% a R$ 2,365.
O dólar iniciou a semana em alta ante seus principais pares em escala global, incluindo o euro e o real. O ajuste positivo refletiu o ressurgimento de receios com a dívida soberana de alguns países europeus, como a Irlanda e Portugal, e a queda de 0,8% na produção industrial da Alemanha em setembro. "A valorização do dólar pode se reverter rapidamente, uma vez que o sentimento é de que não deve haver um clima de concordância entre os membros do G-20 esta semana em relação a propostas para amenizar a chamada guerra cambial. Isso sugere que o dólar deve voltar a perder valor", disse o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos.
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Além do peso externo, os investidores também embutiram nos preços locais da moeda norte-americana a possibilidade de adoção de novas medidas pelo governo brasileiro para conter a valorização do real.
"As eleições no País já passaram e a reunião de líderes do G-20 se aproxima, elevando expectativas em torno do desfecho das discussões sobre a chamada guerra cambial e também sobre a adoção de outras medidas no Brasil, já que as cotações do dólar voltaram a ficar abaixo de R$ 1,70 na semana passada", disse um operador de tesouraria de um banco. Sobre o futuro governo brasileiro, esta fonte afirmou que há certa cautela quanto à postura que a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá em relação ao Banco Central. "Há preocupação de que ela possa vir a dificultar a autonomia na gestão da autoridade monetária pelo BC", avaliou.
Nos dois leilões hoje, o BC definiu as taxas de corte em R$ 1,6970 e R$ 1,6980.