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Desvalorização do Real

Dólar tem maior alta desde março

Agência Estado
22 jun 2009 às 19:03
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O dólar comercial subiu 2,58% hoje e fechou cotado a R$ 2,024 no mercado interbancário de câmbio, maior valor desde 25 de maio. Foi a maior alta num único dia desde 2 de março deste ano. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 2,66% e fechou o pregão a R$ 2,0255, na taxa máxima registrada durante a sessão desta segunda-feira. À tarde, mesmo com a forte valorização da moeda, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólar, no qual a taxa de corte das propostas foi de R$ 2,0235.

O dólar ampliou os ganhos no período da tarde, refletindo um aumento das posições compradas no mercado futuro por investidores estrangeiros e tesourarias de bancos locais. Esses investidores fizeram hedge em meio à continuidade do cenário externo negativo e de dúvidas em torno da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), amanhã e na quarta-feira, disse um operador de câmbio. Segundo a fonte, houve ordens de compra de players estrangeiros no mercado de derivativos de dólar, principalmente de dólar futuro, em meio a incertezas sobre eventual sinalização pelo Fed, na quarta-feira, em relação à política de recompra de títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e taxas de juros, após a retomada da discussão sobre inflação futura nos EUA, comentou. "Não é esperada elevação de juros dos Fed Funds agora, mas o Fed poderá dar alguma indicação sobre Treasuries e juros", avaliou.

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Internamente, a previsão de fechamento na quarta-feira, dia 24, do livro de oferta secundária de ações da VisaNet, quando será estabelecido o preço da ação na oferta, pode estar justificando ainda algumas vendas de ações na Bovespa e compras de moeda americana. Este movimento seria encabeçado por players estrangeiros que já teriam internalizado os recursos, mas podem estar fazendo caixa agora para participar da operação, afirmou um corretor, uma vez que os estrangeiros costumam adquirir pelo menos 60% das ofertas de ações locais. No caso da VisaNet, a operação poderá somar R$ 6,449 bilhões, sem considerar o exercício do lote suplementar ou a opção de ações adicionais.

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No exterior, o dólar valorizou-se ante o euro e a libra esterlina, enquanto as Bolsas norte-americanas e os preços das commodities despencaram em meio a incertezas sobre a recuperação econômica, após um relatório do Banco Mundial ampliar sua previsão para a contração do PIB mundial este ano para 2,9%, ante previsão em março de uma queda de 1,7%. Será o primeiro declínio da economia global desde a Segunda Guerra Mundial. O Banco Mundial também acredita em forte desaceleração para o PIB dos países em desenvolvimento, que deverá crescer apenas 1,2% este ano, após expandir-se 5,9% em 2008 e 8,1% em 2007. Para o PIB brasileiro, a instituição prevê contração de 1,1% em 2009 e expansão de 2,5% em 2010.

Por conta disso, os ativos financeiros sofreram fortes ajustes. Contudo, pairam incertezas no mercado sobre se o momento atual é de ajustes pontuais de preços para realização de lucros recentes ou um eventual estouro da bolha de aumento das commodities e de ações. Vale destacar que os aumentos dos preços de commodities, como metais básicos e petróleo desde março deste ano, basearam-se na perspectiva de indicadores macroeconômicos melhores nos EUA, que em alguns casos se confirmaram em linha ou acima do esperado. Fato é que os preços atuais do petróleo e de alguns metais estariam acima dos valores baseados nos fundamentos desses setores, o que poderia estar provocando a correção atual dos excessos, disse um operador de tesouraria um banco estrangeiro.


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