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Dólar tem maior alta diária desde junho

04 mai 2011 às 17:59

O dólar subiu hoje pelo terceiro dia seguido e voltou a ficar acima de R$ 1,60, marca que não atingia há quase um mês, desde 6 de abril. No final das negociações no mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,61, alta de 1,45%. Foi a maior alta porcentual diária desde 29 de junho de 2010. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 1,01% hoje e fechou o pregão a R$ 1,607. O euro comercial teve alta de 1,53% no dia para R$ 2,389.

As razões citadas por analistas para a alta do dólar hoje no mercado doméstico, na contramão do comportamento da moeda no exterior, em meio a um aumento dos volumes de negócios, são as mais diversas: redução de posição vendida em dólar por parte dos investidores estrangeiros, redução do fluxo de entrada de recursos e, até mesmo, a aversão ao risco. A cotação máxima do dólar durante a sessão coincidiu com as sucessivas mínimas registradas pelo índice Bovespa na parte final dos negócios à vista de câmbio. No mês, o dólar acumula ganho de 2,29%, mas no acumulado do ano registra baixa de 3,25%.


É no mercado futuro que alguns operadores encontram um motivo para essa "puxada" do dólar. Depois de alcançarem posição vendida em derivativos de dólar superior a US$ 19 bilhões no decorrer de abril, os investidores estrangeiros encerraram o pregão de ontem expostos em US$ 15,5 bilhões.


Além disso, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central, o fluxo cambial encerrou o mês de abril com saldo positivo de US$ 1,541 bilhão, ante US$ 12,66 bilhões em março. O segmento comercial registrou superávit de US$ 3,31 bilhões, enquanto o segmento financeiro teve saída líquida de US$ 1,769 bilhão. De janeiro a abril deste ano, as entradas líquidas de recursos no País somam US$ 37,331 bilhões, de acordo com o BC.


Apesar do avanço recente das cotações, o BC continua fazendo dois leilões diários de compra de dólares no mercado à vista. Hoje, na primeira operação a taxa de corte foi definida em R$ 1,6003 e na segunda, em R$ 1,6055.

No que diz respeito à aversão ao risco, os sinais vêm basicamente do exterior com o possível aumento de juro na China, preocupação com retaliações pela morte de Osama bin Laden, além dos dados desanimadores em relação à recuperação da economia norte-americana. Todo esse pacote de informações tem mantido o euro valorizado em relação ao dólar no mercado internacional de moedas. Por volta das 17h25, o euro era negociado a US$ 1,4825, depois de superar US$ 1,49 durante o pregão de hoje. Em relação ao iene, o dólar caía a 80,62 ienes, de 80,94 ienes na véspera.


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