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Dólar termina o dia em baixa de 0,13%, a R$ 2,242

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O dólar devolveu no início da tarde os ganhos apurados desde a abertura do mercado cambial brasileiro e passou a cair em relação ao real, destoando da continuidade da alta da moeda americana ante o euro. O dólar comercial recuou 0,13% e fechou cotado a R$ 2,242. Na BM&F, o dólar negociado à vista também terminou o dia a R$ 2,242, em baixa de 0,13%. Na máxima do dia, pela manhã, o dólar comercial subiu até R$ 2,266 (+0,94%). No mês, a queda apurada ante o real é de 5,44% e, no ano, de 3,98%. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,860 bilhões.

A inversão de sinal para queda das cotações do dólar não resultou de um fluxo cambial favorável e sim de comentários de que o Banco Central pode vir a anunciar, ainda hoje, a realização de uma pesquisa de demanda, amanhã, a fim de avaliar as condições para iniciar a rolagem do vencimento de cerca de US$ 7 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de abril.

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"Diante dessa suspeita, faltou disposição para o investidor ficar comprado em dólar", disse um operador de câmbio de um banco estrangeiro. Segundo a fonte, pela manhã ninguém quis se desfazer de moeda por causa da dúvida se o BC fará ou não a renovação desse vencimento de swap cambial. Isso porque, se a autoridade monetária não rolar esse compromisso, o investidor poderá ter dificuldades para repor os dólares que vendeu. Contudo, de repente, apareceram ordens de venda no mercado de dólar futuro, sugerindo que alguém pode ter tido a informação de que o BC vai realizar leilão de rolagem", observou. Esse movimento atraiu vendedores de moeda também no mercado à vista.



No exterior, o dólar sofreu ajustes de alta em relação ao euro em meio ao movimento de realização de lucros nas bolsas norte-americanas, após os ganhos superiores a 6% registrados ontem. Os destaques de queda em Wall Street são as ações do setor financeiro e de empresas de saúde e prestadoras de serviços públicos, que recentemente atraíram compras diante do maior apetite por risco.

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Os ajustes dos ativos em Nova York ocorrem após o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) anunciar os detalhes do programa de aquisição dos bônus norte-americanos. O Fed começará comprando bônus com vencimento em 2016 e 2019 amanhã e revelou que pretende adquirir títulos com vencimento em 30 anos na semana que vem, notícia que pegou o mercado de surpresa - o plano divulgado inicialmente mencionava a compra de bônus com vencimento entre dois e 10 anos.


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