O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu um empresário do setor de combustíveis em Londrina, na tarde desta quinta-feira (1), durante a Operação Bomba Limpa. Claudio Roberto Barbosa Santos foi preso em flagrante pelo crime contra a ordem econômica.
Claudio Santos é sócio de dois postos de combustíveis localizados no canteiro central da avenida Leste-Oeste, no Jardim Shangri-La (Posto Iris e Posto Star West). Um estabelecimento é credenciado da Petrobras. O outro, embora mantenhas as cores e logomarcas da estatal, é sem bandeira. "Ele é administrador não sócio, que figura no contrato social", afirmou o coordenador do Procon, Carlos Neves Junior. O empresário foi encaminhado à sede do Gaeco, onde foi indiciado.
A Operação Bomba Limpa tem por objetivo evitar fraudes no setor de combustíveis de Londrina. A força tarefa é composta pela Promotoria de Defesa do Consumidor, Gaeco, Procon, Ipem, Receita Estadual e Comitê Sul-Brasileiro de Combustíveis. Desde o início do ano, 17 postos foram fiscalizados, onze autuados e cinco interditados.
Três estabelecimentos foram fechados nesta quinta-feira. Pela manhã, o Posto Tropical, na Vila Nova, foi interditado em virtude de irregularidades nos estoques dos produtos. "Há diferença entre o estoque físico e o estoque escritural em mais de três mil litros de combustível sem origem", explicou o coordenador do Procon. O proprietário foi multado pela Receita Estadual e também vai responder um processo administrativo no Procon. O Posto Iris e o Posto Star West, de propriedade de Claudio Santos, também foram interditados e as bombas lacradas. Além do inquérito criminal, o empresário vai responder dois processos administrativos no Procon. A multa pode chegar a R$ 6 milhões.
No Auto Posto Morishita, região central de Londrina, fiscais da Receita Estadual apreenderam diversos documentos contábeis com indícios de irregularidades. Uma auditoria foi aberta. "O proprietário apresentou uma nota que repõe os estoques com produtos adquiridos de outros posto de combustíveis, o que é proibido. A Receita está apreendendo documentos para aprofundar a investigação", afirmou o assessor executivo do Procon, Klebber Cruz Duarte.