Proprietários de oito postos, dos 21 onde foram encontradas irregularidades em Curitiba e região metropolitana, foram ouvidos até o final da tarde de quinta-feira (19). Os interrogatórios foram feitos pelo delegado da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), Jairo Estorilio. Nesta sexta-feira (20), mais outros dois prestarão depoimento, restando onze para a próxima semana.
De acordo com o delegado, até o momento não foi esclarecido nada em nenhum dos depoimentos. "Todos os proprietários negaram ter conhecimento de qualquer esquema de adulteração nas bombas de combustível de seus postos. Nenhum soube explicar o fato de haver lacres rompidos nas bombas", diz.
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O delegado conta ainda que foram solicitados dois mandados de prisão temporária contra Antônio Guebur, sócio do proprietário da empresa Power Bombas, Cleber Salazar, e o técnico que trabalha com ele Altair de Lima, mas ambos foram negados pela Justiça. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de Guebur, no entanto, nada foi encontrado.
A prisão temporária de Salazar terminou na quarta-feira (18), com impossibilidade de renovação. Como não há provas consistentes contra o suspeito, não houve como pedir o mandado de prisão preventiva contra ele. A polícia continua investigando provas documentais e analisando a contabilidade de todas as empresas envolvidas. Outros procedimentos estão sendo tomados mas não devem ser divulgados para não comprometer as investigações.