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Dow Jones tem a maior queda desde 2008

Agência Estado
04 ago 2011 às 18:10

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Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em forte baixa e passaram a acumular queda no ano, refletindo a preocupação dos investidores com a fraqueza na economia norte-americana e com os sinais de agravamento na crise das dívidas soberanas da Europa.

"Temos uma economia fraca, evitamos - mas não solucionamos - uma crise de dívida e o restante do globo está começando a implodir em muitas áreas, especialmente na Europa", disse Barry James, presidente e executivo-chefe da James Advantage Funds. "É natural que as pessoas reajam com medo."

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O Dow Jones caiu 512,76 pontos, ou 4,31%, para 11.383,68 pontos, com mínima de 11.372,14 pontos durante o pregão de hoje. O declínio do índice em pontos foi o mais acentuado desde dezembro de 2008 e o colocou de vez num patamar mais de 10% inferior ao pico mais recente, atingido em maio, o que caracteriza um quadro de correção. O Nasdaq perdeu 136,68 pontos, ou 5,08%, para 2.556,39 pontos, enquanto o S&P 500 teve queda de 60,27 pontos, ou 4,78%, para 1.200,07 pontos.


No ano, o Dow Jones passou a acumular queda de 1,67%, o Nasdaq de 3,63% e o S&P 500 de 4,57%.


Recentemente, investidores do mundo todo tiveram de digerir indicadores fracos e turbulências políticas tanto nos EUA quanto na Europa. No caso dos EUA, os temores foram deslocados da possibilidade de uma moratória do país para a hipótese de uma forte desaceleração no crescimento econômico. Dados divulgados recentemente mostraram desaquecimento na atividade dos setores industrial e de serviços e redução no consumo norte-americano. Amanhã sai o relatório sobre a situação do mercado de trabalho dos EUA e a expectativa é de manutenção da taxa de desemprego em um nível elevado.


Na Europa, os investidores começaram a cobrar mais para comprar papéis da dívida da Itália e da Espanha. A situação é semelhante à ocorrida com Grécia, Irlanda e Portugal, que tiveram de pedir auxílio financeiro aos demais membros da zona do euro justamente para contornar o alto custo do financiamento oferecido pelo mercado.


O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que pretende reativar duas medidas adotadas durante a crise financeira para tentar impedir a disseminação dos problemas da periferia da zona do euro para as grandes economias do bloco monetário. Durante uma entrevista coletiva, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, reconheceu que os riscos de desaceleração no crescimento da economia "podem ter se intensificado" e que os indicadores recentes mostraram uma desaceleração no ritmo de expansão da Europa.


"Estamos vendo a preocupação das autoridades de governos e de bancos centrais. Eles estão pensando se ainda há alguma arma no arsenal dos governos para ajudar", disse Russ Koesterich, estrategista-chefe de investimentos do Blackrock. "Os investidores estão percebendo que a economia está muito frágil, mas não está claro se os governos têm capacidade para ajudar."

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Operadores disseram também que há muitos investidores vendendo ativos para cobrir requerimentos de margem ou reduzir a exposição ao mercado. Como um reflexo disso, bancos estão recebendo uma grande quantidade de dinheiro. O Bank of New York Mellon divulgou inclusive que cobrará uma taxa a partir de semana que vem dos clientes que aumentaram significativamente seu saldo em cash no último mês. A medida tem como objetivo repassar aos correntistas "os custos decorrentes de aumentos repentinos e significativos nos depósitos em dólar no BNY Mellon", afirmou a instituição num comunicado.


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