Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Arroz com feijão

Em um ano, preço do "prato feito" sobe mais que inflação

Redação Bonde
27 nov 2010 às 11:44

Compartilhar notícia

Arquivo
siga o Bonde no Google News!

O prato mais tradicional entre os brasileiros está ficando caro. O clássico arroz com feijão, filé, batata frita e ovo frito com salada registrou aumento de 16,7% em um ano, considerando a inflação calculada pelo IPCA-15 deste mês. A alta equivale a três vezes a variação da inflação do mesmo período, que ficou em 5,47%.

De acordo com o economista da Tendências Consultoria, Jean Barbosa, que fez o cálculo, o feijão e a carne foram os itens que mais influenciaram a alta de preço do "prato feito". "O excesso de chuvas, principalmente na Bahia, diminuiu a oferta de feijão. Por outro lado, o clima seco nas regiões de pecuária fizeram a oferta de carne recuar", afirma.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Com isso, o economista calcula que, nos últimos 12 meses, terminados na primeira quinzena deste mês, o preço do feijão acumulou uma alta de 101%, ao passo que as carnes aumentaram 20,26%.


Altas e baixas


O aumento do "prato feito" poderia ser maior, não fossem a salada e a batata, únicos itens do prato brasileiro que registraram recuo.


No primeiro caso, o tomate registrou queda de 34% no período, ao passo que a alface pode ser encontrada 2,6% mais em conta. A batata, por sua vez, apresentou uma queda de 14% nos preços dos últimos 12 meses.


O preço do ovo registrou elevação, de 6,48%, contribuindo um pouco menos para a alta geral do "prato feito". Já o arroz foi o único item que apresentou estabilidade no período, com leve aumento de 0,30%.


Quem costuma comer fora de casa deve preparar o bolso, pois os preços do "prato feito" continuarão altos. Para o final deste ano, o economista acredita que os alimentos continuarão pressionados. "O feijão, por exemplo, pode mostrar uma queda no final do ano, mas o preço ainda vai ficar caro na comparação com dezembro do ano passado", diz.


Para 2011, as altas não serão tão fortes como as registradas neste ano. "Em 2011 a oferta dos alimentos deve se recuperar, influenciando no recuo dos preços. De maneira geral, ainda vai haver altas, mas elas serão mais fracas", afirma Barbosa.

Cadastre-se em nossa newsletter

Caso não haja qualquer influência climática novamente, os possíveis aumentos devem ficar mais ligados à demanda externa. "A demanda interna passa a concorrer com a demanda externa, que será forte devido ao desenvolvimento da China", afirma. (Fonte: InfoMoney)


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas