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Efeitos da crise

Empregos diminuem em 40% das cidades do Paraná

Andréa Bertoldi/Equipe Folha
21 ago 2009 às 10:55

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A crise financeira mundial trouxe saldo negativo de emprego no período de setembro de 2008 a junho deste ano para quase 40% dos municípios do Paraná, o que equivale a 157 cidades e 21.295 postos de trabalho a menos. Deste total, 80% concentraram-se em 34 municípios.

Os reflexos mais negativos ocorreram em Telêmaco Borba (-1.535 vagas) ligado à exportação de papéis, Toledo (-1410 vagas) voltado à exportação do complexo soja, Ibaiti (-1.157), São José dos Pinhais (-988) e Pinhais (-888). Os impactos foram mais intensos nos municípios menores porque dependem de poucas atividades industriais e econômicas. Nos grandes centros do Estado, os setores que seguraram o emprego foram serviços e comércio. Na indústria, um dos poucos segmentos que teve resultado positivo foi o de alimentos.

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Os dados foram retirados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e fazem parte de uma análise realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O município que mais sentiu os efeitos negativos da crise foi Curiúva. O saldo negativo atingiu 27% do total de empregos formais do município.


Desde o início da crise até junho, 242 municípios ou 60% do total, tiveram saldos positivos ou permaneceram estáveis na geração de empregos. Nesse período, o Paraná teve um saldo de 13.922 empregos. Os 242 municípios geraram 35.217 postos de trabalho. Aproximadamente 80% deste saldo positivo foi gerado em apenas 43 municípios, com destaque para Curitiba (+5.087), Maringá (+2.952), Araucária (+2.255), Londrina (+2.192), Rondon (+1.783), Cascavel (+1.449), Campo Mourão (+1.225), Foz do Iguaçu (+919) e Pato Branco (+838). Na maioria, eram municípios de maior porte.


Pico


No entanto, o pico do impacto da crise sobre os empregos aconteceu entre os meses de setembro a dezembro de 2008, quando o Paraná teve um saldo negativo de 26.589 postos de trabalho. Este saldo é resultado do desempenho negativo de 231 municípios (57,9%) que no conjunto reduziram 34.496 empregos. Para o analista de conjuntura do Ipardes, Eron Maranho, este resultado foi provocado pela crise e devido à estiagem que afetou a agricultura.


Cerca de 42 municípios foram responsáveis por 80% da redução dos postos de trabalho, com destaque para os municípios de Paraíso do Norte (-2.976), Colorado (-2.397), Astorga (-1.269), Tapejara (-1.117), Cambará (-1.018), Curitiba (-1.298), Paranaguá (-957) e Paranavaí (-932).

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O desempenho positivo de 168 municípios ou 42,1% do total resultou em aumento de 7.907 postos de trabalho. Cerca de 80% deste crescimento foi gerado em 40 municípios, com destaque para Colombo (+878), Ponta Grossa (+680), Campo Mourão +635), Guaratuba (+559) e Campo Magro (+430).


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