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Flagrante

Empresário é preso em nova fase de operação contra fraude do leite

Redação Bonde
21 out 2015 às 17:30

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MPRS/Divulgação
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Sete pessoas foram presas em flagrante na sede da empresa Lactibom Derivados do Leite, em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul. Entre os detidos está o sócio-proprietário, Luciano Petry.

Amostras coletadas no início da manhã na sede da empresa comprovaram a adulteração que era feita no leite no local. Além disso, a Lactibom teve os portões lacrados e também está impedida de produzir ou comercializar qualquer produto.

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As prisões fazem parte da 10ª fase da Operação Leite Compen$ado, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e recolhimento de caminhões nas cidades de Venâncio Aires, Lajeado, Mato Leitão, Arroio do Meio, Montenegro e Carlos Barbosa.



De acordo com o Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, informações recebidas pelo Ministério Público dão conta de crime organizado e prática comercial abusiva na cadeia produtiva do leite, mais precisamente no que diz respeito ao recebimento de leite adulterado e, também, de adulteração pela própria empresa Lactibom Derivados do Leite LTDA., localizada em Venâncio Aires.


Após pedido formulado pelo MP à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, amostras foram coletadas e apontaram inconformidade nos parâmetros: açucares redutores (lactose), densidade, extrato seco desengordurado, extrato seco total e índice crioscópico, que indicam a presença de água e produtos químicos usados para o mascaramento desta adição, tanto no leite encontrado nos silos do estabelecimento, como em lotes já colocados no mercado.


"A conduta dos responsáveis pela empresa Lactibom, consubstanciada no recebimento, industrialização e comercialização de leite fora dos padrões, revela, em tese, o descaso em relação às normas de proteção à saúde e aos direitos básicos do consumidor, apresentando alta potencialidade de dano a esses interesses", destaca Mauro Rockenbach. O Promotor de Justiça recomenda, inclusive, que os consumidores não adquiram produtos da Lactibom porque até o momento não foi possível identificar os lotes dos produtos adulterados.

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Na ação cautelar ajuizada pelo Gaeco – Núcleo de Segurança Alimentar, através do Promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, também foi obtida liminar para determinar o recolhimento de todos os produtos da marca Lactibom que estão no mercado de consumo (leite UHT e leite pasteurizado), medida a ser efetivada com o auxílio da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde em todo Estado do Rio Grande do Sul. O material apreendido ficará em poder dos estabelecimentos comerciais onde forem encontrados.


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