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Desafios do setor

Encontros Folha discute futuro do agronegócio

Carolina Avansini - Folha de Londrina
21 out 2015 às 13:55

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Gina Mardones/Grupo Folha
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Os desafios e oportunidades do agronegócio foram o mote da quinta edição do Encontros Folha, realizado nesta quarta-feira (21) no Buffet Planalto em Londrina. O evento, promovido por Grupo Folha de Comunicação em parceria com Fundação Dom Cabral, abordou o tema "Desafios do agronegócio no Paraná: Produzir, transformar e exportar".

O superintendente do Grupo Folha de Comunicação, Nicolás Mejía, destacou que o "Encontros Folha" deixou de ser um projeto para ocupar um lugar importante na agenda de desenvolvimento do interior do Estado. "Observamos uma significativa evolução dos debates e ações desde a primeira edição do evento, em junho do ano passado", afirmou.

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A escolha do tema do encontro de ontem foi pautado pelo fato do agronegócio ser um dos setores com mais importância econômica no Paraná e também no Brasil. "O objetivo é analisar toda a cadeia produtiva, identificando riscos e necessidades", disse, destacando que o assunto é estratégico e foi debatido com seriedade.


Para ele, os Encontros Folha são um marco de referência para incentivar as lideranças regionais. "Também divulga o conteúdo dos debates para a população, levando a sociedade a participar de forma mais ativa."


A palestra de abertura do evento foi realizada pelo agrônomo, doutor em economia aplicada e professor da Fundação Dom Cabral, Alexandre Mendonça de Barros. Ele falou sobre as "Perspectivas da economia e dos mercados agrícolas", destacando o momento atual do agronegócio, que enfrenta a elevação do dólar frente ao real. Aos presentes, o palestrante ressaltou a importância de travar os custos de produção diante da incerteza do preço das commodities nos próximos meses.


Após a palestra, foi realizado um painel com o diretor-geral do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria do Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Francisco Simioni, o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, o superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, e o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias. Cada um deles fez uma breve apresentação sobre o tema e, na sequência, foi aberto o debate para o público presente. A mediação foi do coordenador do curso de agronomia da UniFil, Fábio Suano de Souza.
Simioni destacou a representatividade do Paraná no agronegócio brasileiro, tanto na produção como exportação de produtos agrícolas. Reconheceu, porém, que o setor ainda enfrenta gargalos como infraestrutura e logística.

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Meneguette analisou a influência da incerteza política que ronda o País sobre a economia, enquanto Nelson Costa, da Ocepar, destacou a força do cooperativismo no agronegócio paranaense, enfatizando que as cooperativas continuam fazendo investimentos e se planejando para quando a recuperação econômica do Brasil acontecer. Bouças, da Embrapa, falou sobre a importância da pesquisa para o agronegócio brasileiro. Ele relatou investimentos realizados para o desenvolvimento de tecnologias que permitiram ganhos expressivos na produtividade e na qualidade da produção agropecuária nacional.


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