Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Alerta

Endividamento do brasileiro preocupa ministério

Agência Estado
01 dez 2010 às 22:11

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

O superendividamento da população é um tema que preocupa o Ministério da Justiça. "Queremos transparência e informação ao consumidor e há setores que nos preocupam", disse o ministro Luiz Paulo Barreto. Para ele, a situação ganhou mais importância com a chegada de cerca de 30 milhões de pessoas à classe média nos últimos anos. "Ninguém ganha com o superendividamento dos consumidores", avaliou.


Para evitar problemas no futuro, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, firmou um convênio hoje com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que haja troca de informações e aprimoramento de atividades regulatórias, de fiscalização e de educação de investidores. "Esta é uma preocupação preventiva", resumiu Barreto. Isso porque, segundo ele, muitos dos que têm ingressado no mundo do consumo não conhecem ainda "as regras do jogo".

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Para Barreto, é preciso que o cliente saiba claramente o quanto paga por um determinado produto comprado a prazo e qual é a fatia da taxa de juros. Também é preciso enfatizar a esse consumidor, segundo ele, a possibilidade de se fazer poupança para adquirir um bem, no futuro, com pagamento à vista e solicitar desconto.


As avaliações do ministro surgem justamente no dia em que o jornal Financial Times publica uma matéria enfatizando que o "boom" de crédito pode trazer problemas para o Brasil. De acordo com a publicação, a fatia de crédito estava em 22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002. Hoje, está em 47% e a expectativa é a de que o porcentual possa chegar a 60% do PIB. Nas economias desenvolvidas, o índice alcança até 100% do PIB.


O periódico ressalta que, além da velocidade de crescimento, falta educação financeira e experiência no uso de novos instrumentos. O FT enfatiza ainda a rápida expansão do mercado de cartão de crédito, que passou de 28 milhões de unidades no Brasil em 2000 para 153 milhões este ano.


Procon


O ministro da Justiça defendeu ainda a autonomia dos Procons para fazerem julgamentos no setor de relação de consumo. A intenção, segundo ele, é tornar o processo de cobrança de serviços e empresas menos lento e oneroso ao consumidor. Barreto informou que conversas positivas nesse sentido já foram feitas com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.


"Parece ser uma possibilidade rápida e bastante satisfatória como resposta", argumentou o ministro. "Se a estratégia de venda das empresas é rápida e seduz o consumidor, a empresa também precisa da mesma velocidade na reparação de violação de consumo", acrescentou. De acordo com Barreto, a proteção ao cliente é feita, muitas vezes, depois de um grande desgaste entre as partes.


O ministro ressaltou que o tema ganha mais atenção depois que o Brasil conseguiu ampliar a distribuição de renda e aumentar a quantidade de cidadãos que hoje se enquadram na classe média e que, consequentemente, têm mais acesso ao consumo. "É importante trabalhar no sentido da educação", disse.

Cadastre-se em nossa newsletter

Barreto salientou que 2010 foi um ano intenso na defesa do consumidor e citou o setor de cartões de crédito. "A exemplo do que aconteceu no sistema bancário, os cartões precisam de regulação mais efetiva de taxas, não envio de cartões sem solicitação e aumento do pagamento mínimo. Conseguimos que o CMN (Conselho Monetário Nacional) atuasse e também um acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs)", pontuou.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas