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Em Curitiba

Engenheiros e arquitetos da Cohab param por 24 horas

Mariana Franco Ramos - Redação Bonde
20 jun 2013 às 11:41

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Divulgação/Senge-PR
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Engenheiros e arquitetos da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba realizam nesta quinta-feira (20) um ato em frente à sede da empresa. A categoria decidiu paralisar as atividades por 24 horas, como forma de reivindicar reajuste salarial.

De acordo com informações do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), os profissionais da Cohab recebem atualmente dois terços a menos do que os salários pagos a servidores que exercem funções semelhantes dentro da administração municipal. Para equiparar os vencimentos, portanto, seria necessário um aumento de 50%.

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Engenheiro há aproximadamente 20 anos e funcionário de carreira da Cohab há 36, Edson Roberto Franco explica que as remunerações podem ser diferentes porque a companhia é uma empresa de economia mista. "Nossa principal pauta é a equiparação salarial. É uma reivindicação antiga. Já entramos com uma ação, em 2011, que ainda está correndo. Mas independentemente disso estamos utilizando a época do dissídio, que é junho, para fazer essa reivindicação", disse.


Segundo ele, a Cohab presta um serviço muito mais público e social do que privado, que visa lucro, o que torna a diferença de remuneração injusta. "Fazemos desde a regularização fundiária, em áreas de risco, até o fornecimento de toda a infraestrutura, de rede de água, energia, esgoto, alimentação. Além disso, os engenheiros e arquitetos são responsáveis não só pelos projetos, mas pela condução das obras. É uma responsabilidade técnica grande", defende.


Franco estima que a adesão ao movimento de hoje tenha sido próxima a 90%. "Dos 42 engenheiros e arquitetos, apenas quatro, que prestam serviços fora, e mais alguns que têm cargo de confiança, não estão aqui, digo, não fisicamente".



O Senge-PR informa que, não havendo avanço nas negociações, os engenheiros e arquitetos devem voltar a paralisar suas atividades na próxima semana, nos dias 26 e 27, por 48 horas. Persistindo o impasse, a categoria não descarta a possibilidade de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de 1º de julho.

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Procurada pela reportagem, a Cohab disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que já recebeu a pauta de reivindicações dos manifestantes. Segundo a diretoria do órgão, porém, a situação financeira atual da Cohab não permitiria chegar ao valor pedido. De qualquer forma, a empresa afirma que está estudando qual seria a melhor maneira de resolver a situação. (Atualizado às 13h34)


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