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Estudo do IBGE mostra migração diária de 23 mil pessoas de Cambé para Londrina

26 mar 2015 às 15:01

Mais de 24% da população de Cambé vem a Londrina todos os dias para trabalhar ou estudar. É o que mostra o estudo "Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil", divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são do último censo, feito em 2010.

De acordo com o levantamento, 23.318 pessoas transitam entre o município vizinho e Londrina, sendo que 76,8% vêm para trabalhar, 18,2% para estudar e 5% para ambas as tarefas.


Por outro lado, 31.109 pessoas deixam Londrina todos os dias para trabalhar ou estudar em outros municípios da região, o que representa 6,1% da população.


O arranjo Cambé/Londrina é o quarto maior do país considerando cidades com população até 750 mil habitantes, segundo o IBGE. Também no Norte do Paraná, o fluxo entre Maringá e Sarandi é de 23,9 mil pessoas, terceiro maior desta lista. Maringá aparece novamente no 13º lugar, desta vez ligando com Paiçandu, em um fluxo de 10,5 mil pessoas.


Nacional
Mais da metade da população no Brasil (55,9%) residia, em 2010, em municípios que formavam os arranjos populacionais, ou seja, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, devido aos movimentos pendulares para trabalho ou estudo, ou à contiguidade entre manchas urbanas. Isso representava 106,8 milhões de pessoas em 294 arranjos, formados por 938 municípios.


Deslocavam-se, entre os municípios do próprio arranjo a que pertencem, 7,4 milhões de pessoas, por motivo de trabalho e/ou estudo. Levando-se em conta que 27 arranjos são fronteiriços, ou seja, formados também por unidades político-administrativas em outros países, o número de residentes totalizava 107,7 milhões.


O Sudeste possui o maior número de arranjos (112), que englobam 72,0% da população da região (57,8 milhões) e o Norte com o menor número (17), envolvendo 23,5% da população local (3,7 milhões). Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Palmas (TO) são as únicas capitais estaduais que não formam arranjos populacionais. As cinco maiores concentrações urbanas eram "São Paulo/SP" (19,6 milhões de habitantes), "Rio de Janeiro/RJ" (11,9 milhões), "Belo Horizonte/MG" (4,7 milhões), "Recife/PE" (3,7 milhões) e "Porto Alegre/RS" (3,6 milhões).


As concentrações urbanas se caracterizam por forte deslocamento para trabalho e estudo entre seus municípios. Nas duas maiores, os deslocamentos envolvem mais de 1 milhão de pessoas. É o caso de "São Paulo/SP", com 1.752.655 pessoas se deslocando entre seus municípios, e do "Rio de Janeiro/RJ", com 1.073.831. Os maiores fluxos ocorrem entre os municípios de Guarulhos (SP) e São Paulo (SP), Niterói (RJ) e São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) e entre Osasco (SP) e a capital paulista.


Apesar de separados por aproximadamente 430 quilômetros de distância, o eixo Rio de Janeiro – São Paulo apresenta um movimento de 13,4 mil pessoas entre seus arranjos, 57,7% delas se deslocando somente em função do trabalho e 40,5% somente devido ao estudo. Da mesma forma, a ligação entre os arranjos de "Goiânia/GO" e "Brasília/DF" promovia um fluxo de 8,8 mil pessoas.

Na região Sul, cabe destacar o padrão catarinense do litoral norte, formado por arranjos próximos uns dos outros e com população entre 350 mil e 1 milhão de habitantes, encabeçados pelas cidades de Joinville, Blumenau, Itajaí e Florianópolis. Além destas, vão formar arranjos populacionais equivalentes às cidades de Criciúma (SC), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS), Maringá (PR), Londrina (PR) e Foz do Iguaçu (PR). Os maiores arranjos estão associados às metrópoles de Porto Alegre e Curitiba, ambos com populações próximas a 3 milhões de habitantes.


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